Limeira terá cadastro público de agressores após aumento de violência doméstica
Diante do
aumento dos registros de violência contra a mulher em Limeira, a Prefeitura
sancionou uma nova lei que amplia os mecanismos de enfrentamento a esse tipo de
crime no município. A Lei nº 7.263, sancionada no dia 13 de janeiro de 2026,
cria o Cadastro Municipal de Agressores de Mulheres condenados com base na Lei
Maria da Penha.
A
iniciativa surge em um cenário considerado preocupante por autoridades e
entidades ligadas à defesa dos direitos das mulheres. Casos de agressões
físicas, psicológicas e ameaças têm sido recorrentes na cidade, reforçando a
necessidade de ações mais efetivas de prevenção, fiscalização e proteção às
vítimas.
De
autoria da vereadora Mariana Silva Calsa, a legislação prevê a criação de um
banco de dados de consulta pública com informações de homens condenados, com
sentença transitada em julgado, por crimes previstos na Lei Maria da Penha (Lei
Federal nº 11.340/2006). O cadastro permitirá a visualização do nome e da foto
dos agressores enquanto durar o cumprimento da pena.
Também constarão no sistema dados como idade do agressor e
da vítima, grau de parentesco ou relação entre eles e as circunstâncias do
crime. As informações completas ficarão disponíveis apenas para autoridades
policiais e órgãos de segurança pública, com a identidade das vítimas
preservada, podendo ser revelada somente mediante autorização judicial.
Em entrevista à Gazeta de Limeira, a
vereadora Mariana Calsa afirmou que a criação do cadastro representa um avanço
no enfrentamento à violência contra a mulher no município, diante do número
elevado de casos registrados. Segundo ela, a ferramenta permitirá o
monitoramento dos condenados, ajudando a prevenir a reincidência e a ampliar a
segurança das vítimas, além de contribuir para o fortalecimento das políticas
públicas de proteção.
A regulamentação e a
gestão do cadastro ficarão sob responsabilidade do Poder Executivo, por meio
dos órgãos municipais competentes. A nova lei entra em vigor após
regulamentação e será custeada com recursos do orçamento vigente.
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