Mulheres que inspiram: histórias de dedicação marcam o Dia Internacional da Mulher
Celebrado em 8
de março, o Dia Internacional da Mulher é um momento de reconhecer a força, a
dedicação e as conquistas femininas em diferentes áreas da sociedade. Em
profissões distintas, mulheres seguem transformando realidades com trabalho,
sensibilidade e determinação, seja na saúde, na educação, na segurança pública
ou em tantas outras atividades essenciais do dia a dia.
Para marcar a
data, a Gazeta de Limeira entrevistou quatro mulheres que atuam em diferentes
profissões no município. Em comum, elas compartilham histórias de desafios,
superação e compromisso com aquilo que fazem.
Professora destaca escuta, sensibilidade
e superação na educação
Fabiana de
Aguiar Inez atua há 23 anos como professora e há sete anos também como
psicanalista. Especialista em Educação Especial, construiu sua trajetória
unindo educação, escuta e cuidado com o desenvolvimento humano.
Para Fabiana,
ser mulher na profissão significa exercer diariamente sensibilidade e
capacidade de compreender histórias, conflitos e necessidades muitas vezes
ainda não expressas. Segundo ela, ensinar e escutar são movimentos próximos,
tanto na sala de aula quanto no atendimento clínico. “Acolhimento não exclui
firmeza, e sensibilidade não diminui a autoridade do saber”, destaca.
Ao longo da
trajetória, enfrentou diversos desafios. Um dos momentos mais marcantes ocorreu
ainda na formação, quando seu pai sofreu um grave acidente e perdeu totalmente
a visão. O episódio impactou a família, mas também se tornou referência de
força e superação. Com dedicação, Fabiana conciliou trabalho e estudos para
concluir a faculdade, prestou concursos públicos e atuou por 17 anos como
professora em Iracemápolis. Em 2024, realizou o sonho de ingressar na rede
municipal de Limeira como professora de Educação Especial.
Para outras
mulheres que desejam seguir esse caminho, ela destaca a importância da
persistência, do estudo e da sensibilidade no trabalho com as pessoas. Na
avaliação da professora, a presença feminina na educação tem papel fundamental
na formação das novas gerações, contribuindo para uma sociedade mais humana,
empática e inclusiva.
O mês de março também tem significado especial em sua vida. Em janeiro de 2025, Fabiana foi internada no Hospital Unimed de Limeira com pneumonia bacteriana grave, sofreu duas paradas cardíacas e permaneceu dias na UTI. Após semanas de recuperação, recebeu alta no dia 1º de março. Por isso, além de celebrar o Dia Internacional da Mulher, considera o período símbolo de renascimento pessoal e profissional. “Viva intensamente cada segundo da vida e nunca desista diante das dificuldades”, afirma.
Gestora destaca papel das mulheres na
enfermagem e no cuidado com a saúde
Com 20 anos de
atuação na enfermagem, Angélica Caroline Eugênio Paes, de 44 anos, construiu
sua carreira no serviço público de Limeira. Casada e mãe de um filho, trabalha
há 19 anos na Prefeitura, onde já atuou como enfermeira e coordenadora de
unidade básica de saúde. Atualmente, ocupa o cargo de gestora executiva da
Atenção Primária.
Segundo
Angélica, ser mulher na enfermagem é equilibrar diariamente força e
sensibilidade. A profissão exige conhecimento técnico e agilidade, mas também
empatia, escuta e acolhimento no atendimento.
Ao longo da
trajetória, ela destaca que um dos maiores desafios foi lidar com frustrações e
manter o compromisso de oferecer o melhor atendimento, mesmo em situações que
exigem maturidade, equilíbrio e resiliência.
Para Angélica, a enfermagem é uma profissão de dedicação, que une ciência, técnica e habilidade emocional. No Dia Internacional da Mulher, ela ressalta que a data reconhece o trabalho das mulheres que, muitas vezes de forma silenciosa, lideram equipes e sustentam grande parte do sistema de saúde.
Capitão da PM destaca dedicação e espaço
crescente das mulheres nas profissões
A médica e
capitão da Polícia Militar, Regina Guimarães, tem trajetória marcada pela
dedicação ao serviço público e à saúde. Divorciada e mãe de dois filhos, atua
na medicina há 31 anos e integra a Polícia Militar há 22 anos, conciliando duas
profissões que exigem preparo técnico, equilíbrio emocional e senso de missão.
Para Regina, a
presença feminina vem se consolidando em diferentes áreas profissionais,
inclusive na medicina e no ambiente militar. Segundo ela, além do conhecimento
técnico, a profissão médica exige empatia, sensibilidade e dedicação ao
atendimento das pessoas. “É uma profissão que demanda muito, com jornadas
longas e intensas, mas que também traz grande satisfação por ajudar quem
precisa”, destaca.
A capitão
explica que a rotina militar possui muitas semelhanças com a área médica. Ambas
exigem comprometimento e disponibilidade, com jornadas que nem sempre têm hora
para terminar. Atendimentos durante a noite, finais de semana e feriados fazem
parte da rotina, sempre com o objetivo de prestar o melhor serviço à população.
Embora o
ambiente militar ainda apresente desafios para as mulheres, Regina avalia que a
participação feminina cresce com base na competência e na dedicação. Para ela,
as diferenças biológicas entre homens e mulheres existem, mas não impedem que
as profissionais desempenhem suas funções com eficiência.
Ao falar sobre
mulheres que desejam seguir esse caminho, Regina reforça que há espaço para
todos. “A mulher tem a mesma capacidade que o homem. Mesmo que, em geral, a
força física seja menor, percebo grande comprometimento e resiliência nas
funções”, afirma.
Para a capitão, a diversidade de habilidades entre os profissionais fortalece o trabalho, especialmente em áreas historicamente ocupadas majoritariamente por homens.
Auxiliar geral destaca força e dedicação
no trabalho diário
Divorciada e
mãe de três filhos, Glória Aparecida Leal da Silva construiu sua trajetória
profissional com muito esforço e determinação. Ela conta que começou a
trabalhar ainda muito jovem, por volta dos 12 ou 13 anos, fazendo faxinas para
vizinhas. Aos 14 anos, passou a atuar como empregada doméstica em uma
residência no bairro Vila São João.
Hoje, atuando
como auxiliar geral, Glória afirma que ser mulher na profissão exige muita
força de vontade. “A gente precisa ter coragem para deixar a própria casa e a
família para cuidar da limpeza de outros lugares. É um trabalho que exige muita
disposição”, relata.
Segundo ela, o
maior desafio sempre foi conciliar o trabalho com a criação dos filhos. Como
mãe solo, muitas vezes precisou sair para trabalhar enquanto eles ainda estavam
em idade escolar, assumindo sozinha todas as responsabilidades da família.
Para outras
mulheres que pensam em seguir esse caminho, Glória deixa um conselho
importante: investir nos estudos. “Não é fácil ser auxiliar geral, por isso
sempre digo para estudarem e buscarem oportunidades”, afirma.
Mesmo diante das dificuldades, ela destaca que sente orgulho do trabalho que realiza. “O que mais me deixa feliz é ver o ambiente de trabalho limpo, organizado e cheiroso depois do meu serviço”, conclui.
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