Sindicatos de Limeira discutem implantação da escala 5x2 e jornada de 40 horas
Representantes de sindicatos ligados
à União Sindical dos Trabalhadores de Limeira (USTL) e integrantes de seus
departamentos jurídicos se reuniram nesta quinta-feira (5), na sede do Sinecol,
para discutir a implantação da escala 5x2 e a redução da jornada de trabalho
para 40 horas semanais.
O encontro teve como foco alinhar
posições e estratégias para as próximas negociações coletivas. Entre os temas
debatidos esteve a PEC 141/2026, que prevê um período de transição com jornada
inicial de 42 horas semanais no primeiro ano.
Segundo o presidente da USTL, Artur
Bueno Júnior, as duas horas adicionais deverão ser negociadas entre sindicatos
e empresas. Ele também destacou que a reunião busca antecipar a discussão sobre
as mudanças na jornada de trabalho.
Banco de horas e
folgas
Os representantes sindicais também
discutiram regras para a adoção do banco de horas e se posicionaram contra
acordos individuais para tratar da compensação da jornada. Outro ponto foi a
manutenção do descanso semanal remunerado (DSR), sem descontos em situações de
falta do trabalhador.
A proposta defendida pela entidade é
priorizar modelos como as escalas 5x2 e 4x3, com folgas preferencialmente aos
fins de semana e limites para jornadas de compensação.
As posições discutidas serão reunidas
em um documento que deverá orientar as próximas negociações dos sindicatos
filiados.
Reunião com
empresários
A USTL prevê apresentar suas
diretrizes a representantes do setor empresarial no dia 13 de novembro, em
encontro no Hotel Carlton, em Limeira. Também devem participar profissionais
das áreas jurídica e contábil, para discutir os possíveis impactos e a
aplicação das mudanças.
O debate ocorre em meio a
questionamentos de entidades empresariais nacionais. A Confederação Nacional do
Comércio (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) ingressaram com
ações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra as medidas.
Para Artur Bueno Júnior, o desafio
será conduzir a transição com participação dos setores envolvidos, sem abrir
mão dos direitos dos trabalhadores.
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