
Câmara institui medalha para homenagear vereadores eleitos
A Câmara Municipal de Limeira aprovou, na sessão ordinária desta quinta-feira, 6 de março, o Projeto de Resolução Nº 4/2025, do vereador Everton Ferreira (PSD), que institui a Medalha Bento Manoel de Barros no Legislativo limeirense. A honraria será entregue a cada vereador eleito diplomado pela Justiça Eleitoral do Estado de São Paulo e empossado no cargo.
O texto legislativo estabelece que a medalha será de metal dourada, gravada em relevo em tom contraste, com fita nas cores azul e branca, e conterá na parte frontal o brasão da Câmara Municipal de Limeira e, no verso, o nome do patrono, a palavra “Vereador”, com o respectivo nome do eleito a quem será concedida e o período do mandato.
O vereador proponente e presidente do Legislativo explicou que o objetivo de conceder a medalha é prestar uma “justa homenagem aos vereadores eleitos em Limeira”, além de fazer referência a um político que considera inspirador. “Ao instituirmos uma medalha com o nome de uma figura tão importante para a história do município, que tanto fez e contribuiu para a sociedade, desejamos que suas ações sirvam também de inspiração para que os vereadores trabalhem buscando especialmente o bem comum”, defendeu Everton.
Sobre o patrono
A medalha recebe o nome de Bento Manoel de Barros. O patrono escolhido, também chamado de Barão de Campinas, foi por três legislaturas suplente de vereador em Limeira (1844, 1845 a 1848 e 1849 a 1852). É reconhecido como um dos primeiros desbravadores da região. Em 26 de agosto de 1818, ele e os irmãos receberam uma sesmaria em Limeira, na encosta do Morro Azul, contribuindo para o desenvolvimento regional.
“Senhor de engenho, produzia cerca de 700 arrobas de açúcar no ano. Sua relevância para a sociedade o habilitou a ser terceiro juiz de paz da Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Tatuibi, tendo sido o responsável pelo primeiro alistamento de guardas nacionais. Foi também subdelegado de polícia e vice-prefeito da Freguesia de Limeira. Quando a freguesia foi elevada à vila, exerceu os cargos de juiz de paz, delegado de polícia e vereador, todos por espírito de colaboração”, contou Everton Ferreira, na justificativa ao projeto.
Consta ainda no histórico do Barão de Campinas que ele colaborou com a construção da Igreja Boa Morte, utilizando recursos próprios. “Edificou as torres laterais de tijolos e fez o acabamento interno, contratando hábeis peritos em entalhe de madeira, como o arquiteto italiano Aurélio Civatti (1837- 1917). Ofereceu os sinos de bronze, as imagens sacras e as alfaias, custeando as festividades de inauguração da igreja nos dias 14 e 15 de agosto de 1867”, descreveu o vereador.
Outros feitos de Bento Manoel de Barros:
Doou o terreno para a construção do Cemitério Velho da Boa Morte, na atual região da escola Trajano Camargo;
Contribuiu para a construção da nova Matriz de Nossa Senhora das Dores, deixando em testamento a quantia de 100 contos de réis para o término da igreja.
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