Justiça converte para domiciliar prisão de suspeito por fraude no INSS
O ministro
André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), converteu em domiciliar a
prisão preventiva de Silvio Feitoza, um dos alvos na investigação sobre
descontos ilegais em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS).
Preso em
dezembro, em uma das fases da Operação Sem Desconto, Feitoza é apontado como
espécie de gestor financeiro de um esquema que desviou milhões de reais de
segurados do INSS, por meio de descontos fraudulentos de mensalidades de
associações de aposentados e pensionistas.
Desde que foi
preso, entretanto, Feitoza apresentou piora no quadro de saúde e precisou ser
levado ao Hospital de Base, em Brasília, na semana passada, quando foi
submetido a uma cirurgia para desobstrução de artérias coronárias. Ele foi
diagnosticado com isquemia miocárdia grave.
Mendonça
afirmou que Feitoza se encontra “extremamente debilitado por motivo de doença
grave”, motivo pelo qual deve permanecer sob custódia em casa, com uso de
tornozeleira eletrônica e a entrega de passaportes.
Segundo as
investigações, Feitoza trabalhava gerindo contas bancárias e fazendo pagamentos
para Antunes, além de atuar como testa de ferro em negociações financeiras,
entre outras tratativas. Ele é investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro
e ocultação de patrimônio.
Estimativas do
próprio INSS apontam que mais de 4,1 milhões de aposentados podem ter sido
vítimas de descontos indevidos em seus benefícios ao longo dos anos. O órgão
também divulgou a estima de que 800 mil aposentados morreram antes de saber das
fraudes.
Enquanto a
Polícia Federal (PF) avança nas investigações, o governo decidiu antecipar o
ressarcimento às vítimas. Até o fim de 2025, mais de R$ 2,1 bilhões haviam sido
pagos de volta aos aposentados.
Diversas
associações e entidades são investigadas, em diferentes esquemas de fraude. Um
dos principais está relacionado à atuação de Antônio Carlos Camilo Antunes,
conhecido como “Careca do INSS” e apontado como principal suspeito de gerir os
desvios milionários.
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