Foto de capa da notícia

Memória fraca ou distração?

Queridos leitores, quem nunca entrou em um cômodo da casa e esqueceu o que foi fazer ali? Ou ficou procurando o celular… que estava na própria mão? Esses episódios são tão comuns que viraram até piada. Mas quando a “falha” de memória deixa de ser normal e passa a ser motivo de preocupação?

A memória é uma das funções mais complexas do nosso cérebro. E como todo sistema, ela pode falhar seja por estresse, cansaço, excesso de estímulos, ou até mesmo por falta de atenção. Na maioria das vezes, o problema não está na memória, mas na forma como armazenamos as informações.

A maioria dos esquecimentos são normais a culpa pode ser da correria ou até mesmo excesso de distrações.

Vivemos em um mundo acelerado. São tantas tarefas, mensagens, notificações e compromissos que o nosso cérebro simplesmente não consegue registrar tudo. Isso gera lapsos que, embora incômodos, são comuns e benignos. 

Por exemplo: esquecer onde deixou as chaves, trocar os nomes de pessoas, não lembrar o que foi fazer no supermercado ou precisar reler algo que acabou de ler. Esses episódios são mais frequentes em momentos de estresse, privação de sono, ansiedade ou excesso de multitarefas. E geralmente, melhoram com o descanso, o foco e a organização da rotina.


Quando o sinal de alerta acende?


Alguns sinais merecem atenção especial. Quando o esquecimento começa a prejudicar atividades do dia a dia, interferir no trabalho, na vida social ou nos relacionamentos, é hora de procurar ajuda médica. Fique atento se a pessoa esquece fatos recentes com frequência, repete as mesmas perguntas várias vezes, fica desorientada em lugares familiares, tem dificuldade para encontrar palavras simples ou perde o interesse por atividades que antes gostava ou apresenta mudanças de humor ou comportamento.

Esses sintomas podem indicar comprometimento cognitivo leve ou até o início de uma demência, como a doença de Alzheimer. E quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o acompanhamento e a qualidade de vida.

A nossa memória também precisa de cuidados e a boa notícia é que há muito o que fazer para proteger e estimular a memória, em qualquer idade. O cérebro é um órgão dinâmico, que responde aos estímulos e pode criar novas conexões mesmo na velhice. Isso se chama neuroplasticidade.

Na próxima semana, vamos dar dicas sobre atitudes que fortalecem a memória e estimulam a nossa cognição. Não percam e, não se esqueçam: bebam água, pois a desidratação prejudica a memória. Da mesma forma façam higiene do sono. A insônia também prejudica, e muito, a nossa memória. 

Tenham uma ótima semana!

Comentários

Compartilhe esta notícia

Faça login para participar dos comentários

Fazer Login