Entre custo e consumo: como a indústria do sono enfrenta a nova pressão global
Por Olga Fonseca
Existe hoje uma forte pressão de custos em diversas matérias-primas utilizadas na fabricação de colchões e móveis devido à situação geopolítica internacional. Nos últimos meses, percebo que houve um aumento em itens como aço, poliéster, polietileno, fios têxteis e espumas de poliuretano, componentes importantes para colchões, bases e móveis estofados.
Parte desse impacto só não foi maior até agora porque o câmbio está mais favorável. Mesmo assim, já tivemos reajustes próximos de 7% em alguns grupos de produtos e existem novas pressões previstas para as próximas semanas.
Analistas do setor já estão chamando o momento de Tempestade Perfeita. Eu prefiro ser otimista, sempre. Trabalho na indústria colchoeira há muitos anos, estou acostumada com as tempestades e, de uma forma ou de outra, vamos nos manter. Afinal de contas, para enfrentar dificuldades, tempestades, raios e trovões, as pessoas precisam dormir bem.
Essa pressão não acontece apenas no setor moveleiro. Nesse sentido, o marketing faz o que pode. Vemos campanhas de anúncio de Black Friday em maio como a excelente iniciativa com o tema “sabor Black Friday”, usando o Toguro com a Luiza Helena (verdadeiras, porque de fato maio está com preços bem melhores do que novembro).
Por aqui, também temos nossa campanha “sabor Black Friday” com alguns poucos produtos que temos em estoque e que faremos troca de coleção. O restante temos que confiar no trabalho que fazemos com a marca e na excelência de nossos produtos para ter fluxo nas lojas. Confiar que os consumidores vão investir em boas noites de sono porque, quando a tempestade passar, o sol vai se abrir para quem está preparado e saudável.
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