Nova licença-paternidade aproxima pais dos primeiros momentos dos filhos
A chegada de um filho representa
uma fase de mudanças, descobertas e novas responsabilidades para a família. Com
o objetivo de ampliar a participação dos pais nos primeiros dias de vida da
criança, a Lei 15.371/26, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva, amplia a licença-paternidade de cinco para até 20 dias. A
mudança será aplicada de forma gradual e chegará ao período integral a partir
de 2029.
A legislação também cria o
salário-paternidade, benefício que garante renda durante o afastamento e amplia
a proteção social aos trabalhadores no período de nascimento do filho. Em
entrevista à Gazeta de Limeira, o advogado especialista em Direito do Trabalho
Ruslan Stuchi avaliou que a medida representa um avanço ao reconhecer a importância
da presença do pai nos primeiros momentos da vida da criança. “Essa nova lei
concede mais direitos ao pai que teve a paternidade reconhecida e passou pelo
nascimento do filho. A progressão será gradual, com início em 2027, avanço em
2028 e alcance dos 20 dias em 2029. A partir dessa data, todos os trabalhadores
que tiverem a paternidade terão direito à licença ampliada”, explica.
Segundo Stuchi, as empresas
deverão se adaptar à nova legislação e organizar suas equipes para garantir o
cumprimento da norma. “A lei precisa ser cumprida. As empresas terão que
analisar cada situação e criar uma logística para cobrir o período de
afastamento do trabalhador”, afirma.
Para o advogado, a ampliação da
licença-paternidade fortalece a participação dos pais na criação dos filhos e
contribui para uma divisão mais equilibrada das responsabilidades familiares.
“Os primeiros dias de contato com a criança são importantes não apenas para a
mãe, mas também para o pai. É um período que exige mais dedicação e fortalece o
vínculo familiar”, destaca.
Também ouvida pela Gazeta de
Limeira, a psicóloga infanto-juvenil Deborah Cristina Sinico Sanches ressaltou
que a presença paterna desde o início da vida da criança é fundamental para a
construção do vínculo afetivo. Segundo ela, as primeiras relações influenciam a
forma como o bebê compreende a si mesmo, os outros e o ambiente ao redor. “O
contato, o colo, a voz e a disponibilidade emocional do pai favorecem
experiências de segurança e confiança, além de contribuírem para a regulação
emocional e o desenvolvimento social da criança”, explica.
Para Deborah, a
licença-paternidade ampliada permite que o pai participe dos cuidados desde os
primeiros dias, fortaleça o vínculo com o filho e desenvolva habilidades
parentais. A presença paterna também oferece suporte à mãe durante o puerpério,
período marcado por mudanças físicas e emocionais. “Essa participação ajuda a
reduzir a sobrecarga materna e favorece uma divisão mais equilibrada das
responsabilidades familiares”, afirma.
A nova legislação reforça uma
mudança na compreensão da paternidade, ao reconhecer o papel ativo do pai no
cuidado, na educação e na formação dos filhos desde o nascimento. Para os
especialistas ouvidos pela Gazeta de Limeira, a ampliação da licença representa
um avanço social e familiar ao valorizar a presença paterna em uma das fases
mais importantes da vida da criança.
Comentários
Compartilhe esta notícia
Faça login para participar dos comentários
Fazer Login