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Obra de José Zanardo preserva a história de Iracemápolis

No especial de aniversário de Iracemápolis, a Gazeta conversou com o professor José Zanardo, autor da obra Iracemápolis – Fatos e Retratos, um dos mais importantes registros históricos do município. Apaixonado pela cidade onde nasceu, Zanardo reuniu ao longo de décadas documentos, fotografias e relatos que ajudam a preservar a memória local.

“Eu sempre fui apaixonado pela história da cidade. Nasci aqui e vi boa parte dela se edificar. Colecionava fotos de época desde menino”, relembra. O interesse pessoal pela história ganhou dimensão pública quando, durante sua atuação como secretário de Educação na gestão do prefeito Cláudio Cosenza (1997-2000), surgiu a oportunidade de transformar esse acervo em livro. “Era também uma ideia do prefeito registrar a história da cidade”, explica.

O primeiro volume foi lançado em 2000, em um evento marcante promovido pela Prefeitura de Iracemápolis. Anos depois, em 2008, já na gestão do prefeito Fábio Zuza, a obra ganhou um segundo volume. “Atualizamos o primeiro com novas fotos e fatos”, destaca o professor.

Segundo Zanardo, o processo de pesquisa foi longo e exigente. Entre os aspectos que mais o impactaram está a luta da população pela emancipação do então distrito. “Havia condições de ter vida própria, e isso mobilizou muita gente”, afirma. Para ele, o livro cumpre um papel essencial: “É uma literatura única que registra a história da nossa cidade para que ela não se perca no tempo”.

Ao relembrar personagens marcantes, o autor destaca duas figuras da política local. José Chinellato, primeiro prefeito eleito, foi responsável pela estruturação inicial do município, com avanços como água tratada, serviços públicos e pavimentação. Já Luiz Alves de Oliveira, o Lolo, eleito em 1976, ficou conhecido por enfrentar interesses econômicos, implantar o primeiro distrito industrial e investir em habitação popular. “Foi uma pessoa memorável, simples e audaciosa para a época”, resume.

Apesar da relevância do trabalho, Zanardo lamenta que o registro histórico tenha sido interrompido em 2008. “A história não parou, mas não houve mais interesse público em novos volumes”, observa. Ainda assim, mantém a esperança de continuidade: “Minha intenção é que surja alguém que ame a cidade e queira presentear o nosso povo com uma nova edição”.

Encerrando a entrevista, o professor compartilha a mensagem que guiou sua trajetória: “Quem quer, faz acontecer. A hora é sempre agora. Quem deixa para depois pode chegar atrasado. Quem planeja demais se perde no tempo e nunca acontece. ”

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