Mudanças no IR exigem atenção redobrada em 2026: Especialista explica regras
A entrega da declaração do Imposto de Renda continua gerando dúvidas entre os contribuintes, especialmente diante das mudanças recentes anunciadas pelo governo federal. Em meio a novas regras, atualização de limites e ampliação de ferramentas digitais, a população busca entender melhor suas obrigações para evitar problemas com o Fisco. A Gazeta de Limeira entrevistou o contador Alessandro Landgraf, profissional atuante em Limeira, que esclareceu os principais pontos e alertou para cuidados importantes na hora de prestar contas.
Um dos temas que mais causa confusão é a questão da isenção para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Segundo o contador, embora tenha sido anunciado o aumento da faixa de isenção, essa mudança só passa a valer a partir de janeiro de 2026. Isso significa que, na prática, a declaração entregue em 2026 ainda terá como base os rendimentos obtidos em 2025. Portanto, contribuintes que se enquadram nos critérios atuais podem, sim, continuar obrigados a declarar, mesmo com a expectativa de isenção futura. A orientação é ter atenção ao ano-base da declaração para evitar equívocos.
Outro ponto abordado é o aumento do limite de obrigatoriedade para entrega da declaração, que passou para cerca de R$ 35 mil anuais. De acordo com Landgraf, apesar de parecer uma mudança significativa, o impacto tende a ser limitado. Isso ocorre porque o crescimento da renda da população acompanha, em certa medida, esse reajuste. Na avaliação do profissional, a alteração não deve reduzir de forma expressiva o número de contribuintes obrigados a declarar, o que mantém a base relativamente estável.
A declaração pré-preenchida, ampliada nos últimos anos como forma de facilitar o processo, também exige cautela. Embora seja uma ferramenta útil, o contador alerta que nem todas as informações disponibilizadas pela Receita Federal estão corretas ou completas. Muitos contribuintes, segundo ele, têm procurado auxílio profissional para corrigir dados inconsistentes, realizar retificações e resolver pendências digitais. A recomendação é não confiar integralmente na pré-preenchida e revisar cada informação com atenção antes do envio.
Por fim, diante das constantes mudanças e da complexidade do sistema tributário, Landgraf reforça a importância do acompanhamento de um contador. Para ele, apesar do discurso de simplificação por parte do governo, surgem novas situações que podem prejudicar o contribuinte desatento. Mesmo após o processamento da declaração, o risco não desaparece, já que o Fisco pode revisar informações por até cinco anos, solicitar documentos e cruzar dados como movimentações via Pix e cartão de crédito.
Como conclusão, o cenário exige atenção redobrada do contribuinte. Informar-se corretamente, conferir os dados com cuidado e buscar orientação profissional são medidas fundamentais para evitar erros e problemas futuros com a Receita Federal.
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