Foto de capa da notícia

Custo da cesta básica bate recorde e chega a R$ 885,18 na região

O custo da cesta básica nas regiões de Campinas e Piracicaba registrou nova alta em maio e alcançou o valor recorde de R$ 885,18, segundo levantamento do Observatório PUC-Campinas. O montante representa aumento de 5,76% em relação a abril, quando o conjunto dos 13 alimentos essenciais custava R$ 836,96. O avanço foi o maior registrado entre as regiões pesquisadas no Sudeste, superando inclusive a variação observada em capitais como São Paulo (5,08%), Belo Horizonte (4,06%) e Rio de Janeiro (4,03%).

Entre os produtos que mais pressionaram o orçamento das famílias estão a batata, que apresentou alta expressiva de 69,99%, seguida pelo tomate, com aumento de 17,48%, e pela banana, que ficou 6,5% mais cara. Também houve elevação nos preços do pão francês, reflexo da oferta restrita de trigo, e da carne bovina de primeira, impulsionada pela demanda aquecida e pela menor disponibilidade de animais para abate. O arroz registrou aumento em grande parte do país, enquanto o café em pó figurou entre as exceções e apresentou queda de preços em razão da proximidade da safra e da redução das exportações.

Em Limeira, o cenário acompanhou a tendência regional. Levantamento realizado pela Gazeta apontou que o custo da cesta básica no município era de aproximadamente R$ 883,00 em abril. Trinta dias depois, o valor chegou a R$ 885,00 em maio, o que confirma a pressão dos alimentos sobre o orçamento das famílias limeirenses. Embora a variação local tenha sido menor que a média regional, o encarecimento dos itens essenciais mantém a preocupação dos consumidores.

Para o economista Pedro de Miranda Costa, responsável pela pesquisa do Observatório PUC-Campinas, o aumento dos preços resulta de uma combinação de fatores que afeta toda a cadeia produtiva. “É uma coisa generalizada. Infelizmente, estamos tendo altas; algumas são cíclicas, próprias da época, mas existe uma somatória de fatores que acaba pressionando os preços dos alimentos”, avaliou. Segundo ele, a redução da oferta de determinados produtos agrícolas e a elevação dos custos logísticos explicam parte do movimento observado nos últimos meses.

Especialistas também apontam que o reajuste do diesel e as incertezas do mercado internacional elevaram os custos de transporte e refletiram diretamente no valor final pago pelo consumidor. Além disso, fatores climáticos e oscilações na produção agrícola influenciaram a oferta de frutas, legumes e hortaliças, o que contribuiu para as fortes altas da batata e do tomate. O resultado atinge principalmente as famílias de menor renda, que destinam parcela significativa do orçamento mensal à alimentação.

O peso dos alimentos também influenciou a inflação oficial do país. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a alimentação respondeu por cerca de metade do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, o que reforça a preocupação de economistas com a manutenção do poder de compra da população nos próximos meses.


Comentários

Compartilhe esta notícia

Faça login para participar dos comentários

Fazer Login