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Aos 200 anos, Limeira olha para o próximo ciclo econômico

Aos 200 anos, Limeira carrega uma característica que está diretamente ligada à sua história e ao seu desenvolvimento: a vocação industrial. Embora o município tenha no setor de joias folheadas uma de suas principais marcas econômicas, a cidade reúne diferentes segmentos produtivos e busca ampliar essa diversidade para os próximos anos.

 

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Limeira (ACIL), Valmir Martins, compreender esse perfil é fundamental para pensar o futuro do município. “Nós somos uma cidade industrial, não turística”, afirma.

 

A avaliação é de que a indústria limeirense não depende de uma única atividade. Entre os setores identificados como estratégicos estão as três Cadeias Produtivas Locais (CPLs): joias folheadas, tecnologia da informação e metalmecânica. “A gente tem três cadeias produtivas locais que foram identificadas até agora como maior forma de atração tanto de empresas”, explica Valmir.

 

A proposta, segundo ele, é fortalecer esses segmentos de maneira conjunta. “O objetivo é fortalecer esses três segmentos através dessas cadeias”, diz. O setor de joias folheadas é o mais consolidado entre os três e faz parte da identidade econômica de Limeira há décadas. A cidade reúne fabricantes, fornecedores, comerciantes e prestadores de serviços ligados à atividade. Para Valmir, a união dos diferentes integrantes da cadeia é necessária para ampliar a competitividade do município.

 

“Nós precisamos pensar em Limeira como uma capital brasileira”, afirma, ao defender uma atuação articulada para consolidar a cidade como referência nacional no segmento.

 

A estratégia também envolve os eventos relacionados às joias folheadas. A intenção é fazer com que compradores de outras cidades venham a Limeira não apenas para conhecer a produção, mas para realizar negócios. A movimentação, segundo Valmir, acaba beneficiando outros setores da economia.

 

“Joias é nosso carro-chefe”, afirma. A ideia é aproveitar a força do segmento para movimentar restaurantes, comércio e serviços, transformando os períodos de feiras e festivais em momentos de maior circulação econômica.

 

Apesar da força histórica das joias folheadas, a economia de Limeira não se resume ao setor. Tecnologia da informação e metalmecânica aparecem como áreas com potencial para ampliar a base produtiva e atrair novos investimentos. Na avaliação de Valmir, a diversificação é uma vantagem competitiva. “Uma cidade aonde não existe a predominância de uma indústria só, de um tipo de produção, muito diversificado”, destaca.

 

A metalmecânica, por exemplo, possui ligação com diferentes segmentos industriais e uma cadeia de fornecedores já estruturada. A tecnologia da informação, por sua vez, representa uma atividade que ganhou espaço com a transformação digital e pode ampliar a capacidade de inovação da cidade.

 

A lógica é evitar que Limeira dependa de um único setor. Quanto mais diversificada a economia, maior a capacidade de absorver mudanças no mercado e manter a atividade econômica mesmo diante de dificuldades específicas em determinados segmentos.

 

Outro ponto destacado pelo presidente da ACIL é a localização geográfica. Limeira está próxima de importantes centros consumidores e possui acesso a três rodovias que conectam o município a diferentes regiões do Estado.

 

A cidade também está a cerca de 50 quilômetros do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Essa posição coloca Limeira próxima de importantes mercados e facilita o transporte de mercadorias. Para Valmir, a localização é um dos diferenciais que precisam ser aproveitados na atração de empresas. “Você está no meio de tudo”, afirma ao falar da posição estratégica do município.

 

Segundo ele, a maior área consumidora do país está concentrada em um raio de aproximadamente 150 quilômetros de Limeira. “A maior área consumidora do Brasil está no raio de 150 quilômetros”, destaca.

 

Nesse espaço estão importantes cidades e regiões do interior paulista, além da capital e áreas do sul de Minas Gerais. Para empresas interessadas em distribuição e acesso ao mercado consumidor, essa proximidade representa uma vantagem.

A instalação de centros de distribuição na região é um exemplo desse potencial. Para Valmir, empresas que precisam estar próximas dos consumidores encontram na região condições favoráveis para suas operações.

 

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