Caroline, a super mãe dos gêmeos Ganino da base da Inter
Torcer por um filho no futebol não é nada fácil. É um turbilhão de emoções. Imagine quando são dois, do mesmo time e ainda por cima, gêmeos?
Pois bem, esse privilégio é de Caroline Ganino Silva, super mãe do meia Matheus e do atacante Vitor Ganino, que completaram 12 anos no dia 6 de abril. Os dois são titulares absolutos da Internacional no Campeonato Paulista da categoria.
E essa incentivadora nata dos filhos diz com orgulho que os dois são unidos, organizados e, principalmente talentosos. E realmente são. Um comanda o time no meio de campo e o outro faz os gols.
"Saio sempre rouca dos jogos. Grito mesmo. Um dia falei para o Vitor se ele queria que eu parasse de ficar gritando na arquibancada. A resposta foi a melhor possível. Ele disse que meus gritos serviam de incentivo para os dois e para o time todo. Confesso, meu peito encheu de felicidade. Resultado, continuei gritando", sorriu.
Nesse Dia das Mães, Carol, como é carinhosamente chamada, disse que o maior presente é ver os filhos bem. "Parece mentira, mas eles arrumam direitinho as roupas, são pontuais, não brigam, falam de futebol o dia todo e o mais importante, é que um ajuda o outro. Quando um se machuca, o outro faz de tudo para ajudar na recuperação. Isso não tem preço que pague. É uma dádiva de Deus", disse.
E olha que cada um torce para um time. Matheus é palmeirense por conta da mãe, que aliás, é irmã do ex-lateral Ayrton, com passagens pelo Verdão, Coritiba e Velo Clube.
Vitor é corintiano por influência do pai, o empresário Gabriel. E a família é tão unida, que os pais estão juntos há 20 anos. "Foi meu primeiro namorado aos 15 anos. Com 21, engravidei. Estava na faculdade. Apenas no segundo ultrassom é que vimos que eram gêmeos. Ficamos em choque na hora. Quase tivemos um infarto. Mal sabíamos que seria a melhor coisa que poderia nos acontecer. Somos gratos à Deus", disse emocionada.
Carol conta que desde pequenos os gêmeos só corriam atrás da bola. E hoje vivem um ótimo momento na base leonina. São até monitorados por grandes clubes, muito em razão das boas atuações.
E o incentivo dos pais conta muito e ajuda no desenvolvimento dos dois. O engenheiro civil Gabriel Gustinelli Silva, de 36 anos e a empresária Carol, de 34, sempre acompanham os jogos e não medem esforços para a felicidade da duplinha. "Perguntei para os dois se realmente eles querem seguir no futebol. Claro que a resposta foi positiva. Diante disso, vamos nos esforçar para que o sonho deles e com certeza, o nosso também, seja realizado. Mas sempre peço para eles se dedicaram ao máximo na escola. Graças a Deus essa dor de cabeça eu não tenho", frisou. Os garotos estudam no Colégio Atlântico, em Piracicaba.
Sobre a qualidade de cada um, Carol disse que Matheus é mais racional, e por isso, é um dos líderes do time, organizando o meio de campo do Leãozinho. Vitor é mais intenso, talvez pelo fato de ser atacante e estar sempre enfrentando marcadores. "Ele é elétrico", brincou.
Os dois estão sendo lapidados pelo professor Paulo Barbosa, o Sapo. "Ele passa uma energia muito boa aos meninos. A gente tem tido bons resultados em razão disso. Temos uma safra muito positiva no Sub-12, que no ano passado era Sub-11. A gente acredita que esse time brigue por coisas grandes neste Estadual. Nesse momentos estamos inclusive na liderança".
Curiosamente, o titio Ayrton Ganino, grande espelho para os dois sobrinhos, também tem gêmeos, mas um casal: Davi Luiz e Lara. "Seria um sonho para a nossa família ver você (Edmar Ferreira) narrando um jogo com os três em campo. Imagine a alegria da família Ganino", disse.
E nesta matéria, Carol está representando outras dezenas de mães que também não medem esforços. E elas são unidas. Levam os filhos, o tradicional lanchinho, gritam nas arquibancadas e dão aquele incentivo no fim do jogo, independente do resultado. O abraço de mãe vale muito mais do que uma vitória.
"Ser mãe é a melhor coisa do mundo. Ser mãe de gêmeos é melhor ainda", sorriu. "É uma mistura de sentimento, que não cabe dentro do peito. Hoje eu faço para os meus filhos o que meu saudoso pai, que nos deixou há quatro anos, fazia pelo meu irmão. E assim seguimos, sem medir esforços", completou.
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