
Saúde do papa permanece estável
Mostrar sua fragilidade ou tornar-se invisível? A convalescença do papa
Francisco abriu uma nova etapa em seu pontificado e representa um desafio para
sua imagem pública, que em alguns aspectos evoca a agonia de João Paulo II,
morto em 2005 após longo período de doença.
No dia 23 de março, quando teve alta hospitalar, a primeira aparição pública do
papa após cinco semanas de ausência surpreendeu. Em cadeira de rodas, de um
balcão do Hospital Gemelli de Roma, o mundo viu um homem de 88 anos debilitado
por uma pneumonia bilateral que quase lhe custou a vida, incapaz de levantar os
braços.
Após balbuciar algumas palavras com voz entrecortada, Francisco pareceu ficar
sem ar e fez uma careta. Poucos minutos depois, reapareceu em um automóvel que
o levou de volta ao Vaticano com cânulas nasais para poder respirar.
De acordo com atualização feita pelo Vaticano nessa semana, o estado de saúde
do pontífice é estável. Francisco continua se recuperando
em sua residência na Casa Santa Marta, no Vaticano.
Seus exames de sangue estão normais e uma radiografia de tórax recente indica
uma melhora em seus pulmões. Ainda segundo a Santa Sé, o papa continua com as
terapias prescritas por seus médicos. "Suas habilidades motoras,
respiração e uso da voz continuam a mostrar melhora. A oxigenação de alto fluxo
é usada principalmente à noite e conforme necessário."
Até o momento, disse a Santa Sé, ainda é cedo para especular sobre a
participação do papa nas cerimônias da Semana Santa.
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