Trump dá ultimato ao Irã e diz que proposta para acordo é insuficiente
O presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o prazo de terça-feira (7) para
um acordo com o Irã é definitivo e indicou que considera insuficiente uma
proposta para o fim da guerra apresentada por Teerã, embora veja avanço nas
negociações.
Durante evento
de Páscoa na Casa Branca, Trump disse que a oferta iraniana representa "um
grande passo", mas ainda não atende às exigências de Washington. Ele
reiterou que o país não pode desenvolver arma nuclear e avaliou que a guerra
pode terminar rapidamente caso ocorram concessões adicionais, sem dar mais
detalhes sobre quais concessões poderiam ser fornecidas. O presidente
acrescentou ainda que os interlocutores iranianos têm se mostrado
"razoáveis".
Ao mesmo tempo,
o republicano voltou a elevar o tom ao advertir que o Irã enfrentará
consequências mais duras se não ceder, incluindo possíveis danos à
infraestrutura, como pontes e usinas de energia. Ainda assim, disse esperar uma
resolução em breve e destacou que os EUA têm "muitas alternativas"
para lidar com o impasse.
Trump afirmou
que Washington poderia encerrar a operação "agora mesmo", mas prefere
avançar até atingir seus objetivos estratégicos. Nesse contexto, sinalizou
interesse econômico ao dizer que, "se pudesse escolher, ficaria com o
petróleo" iraniano.
O presidente
mencionou também que forças americanas sofreram danos durante operações
recentes, com helicópteros atingidos ao tentar resgatar militares, e afirmou
que o Irã "teve um golpe de sorte". Segundo ele, Teerã ainda mantém
capacidade militar, apesar de reduzida, com mísseis e drones.
Trump disse
ainda que a população iraniana poderá reagir ao regime "assim que for
seguro", enquanto defendeu sua condução do conflito e afirmou que mantém
apoio político doméstico. Por fim, voltou a criticar a Organização do Tratado
do Atlântico Norte (Otan) pela falta de apoio às ações dos EUA e mencionou
aproximação com a Venezuela, classificada por ele como uma "ótima
parceria".
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