Câmara rejeita denúncia por quebra de decoro contra vereador
A Câmara Municipal de Limeira rejeitou, ontem, a denúncia
que solicitava a abertura de uma Comissão Processante para apurar possível
quebra de decoro parlamentar por parte do vereador Anderson Pereira (PSD). O
pedido foi protocolado na tarde de segunda-feira (22) por um munícipe e teve
como base condenações judiciais, indiciamento criminal e decisões judiciais
envolvendo o parlamentar. As informações são do portal Cidadania em Ação, que divulgou
os detalhes da denúncia.
O requerimento foi assinado por Anderson Tavares e
direcionado ao presidente da Câmara, Everton Ferreira (PSD), com fundamento no
Decreto-Lei nº 201/1967, na Constituição Federal e no Regimento Interno do
Legislativo, que permitem a qualquer cidadão provocar a apuração de infrações
político-administrativas cometidas por vereadores.
Entre os pontos citados na denúncia estava uma condenação
judicial que determinou que Anderson Pereira ressarcisse a empresa Primum
Construtora e Negócios Imobiliários em R$ 117.742,14, além do pagamento de R$
12 mil por danos morais. De acordo com a decisão mencionada no documento, o
vereador, na condição de advogado constituído, teria recebido valores
levantados em processos judiciais sem repassá-los à empresa contratante nem
prestar contas adequadamente.
A denúncia também apontava que o parlamentar foi
indiciado pela Polícia Civil pelo crime de apropriação indébita, previsto no
artigo 168 do Código Penal, além de uma condenação por litigância de má-fé
relacionada a uma ação popular movida contra a contratação artística da Parada
LGBTQIA+ de 2025. Segundo a Justiça, a ação foi considerada temerária e sem
fundamento jurídico ou fático, resultando em condenação ao pagamento de multas,
custas processuais e honorários advocatícios.
Ainda conforme o Cidadania
em Ação, o denunciante sustentava que o conjunto dos fatos
configuraria conduta incompatível com a dignidade do cargo e se enquadraria nas
hipóteses de quebra de decoro previstas na legislação. Após a leitura da
denúncia, todos os vereadores votaram pela rejeição do pedido, impedindo a
abertura da Comissão Processante e o prosseguimento da apuração no âmbito do
Legislativo municipal.
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