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Estado é alvo de cobranças após irregularidades na limpeza escolar

A falta de serviços básicos de limpeza em escolas da rede estadual tem acendido um alerta entre educadores e representantes sindicais em Limeira e região. A APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) procurou a Gazeta de Limeira para denunciar uma série de irregularidades envolvendo empresas terceirizadas responsáveis pela limpeza das unidades escolares. Na última semana, o jornal acompanhou de perto a situação, registrando a paralisação de trabalhadores e ouvindo relatos de funcionários que afirmam estar sem receber salários e benefícios.

Além da denúncia pública, a entidade também protocolou um documento oficial cobrando providências do Governo do Estado de São Paulo e da Diretoria de Ensino responsável pela região. Segundo o primeiro presidente da Apeoesp, Fábio Moraes, a situação tem se agravado devido a falhas recorrentes na prestação de serviços, resultando na interrupção da limpeza em diversas escolas. Em entrevista à Gazeta, ele destacou que o cenário compromete diretamente as condições de higiene e segurança, além de impactar o cotidiano escolar, com gestores e professores sendo obrigados a lidar com problemas estruturais fora de suas atribuições pedagógicas.

A Gazeta solicitou posicionamento da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sobre a possível ausência de serviços de limpeza em algumas unidades da rede estadual em Limeira, conforme relato encaminhado pela APEOESP. Em nota, a Seduc-SP informou que iniciou processo administrativo para rescisão unilateral de contrato com a empresa prestadora de serviços, em razão de descumprimentos contratuais. A Pasta também comunicou a abertura de contratação emergencial de uma nova empresa, com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços nas unidades escolares, destacando que acompanha o caso e adota providências para a normalização o mais breve possível.

GREVE

O SIEMACO também se manifestou e afirmou que não aceita atrasos em benefícios fundamentais, como o vale-alimentação. O sindicato informou que as trabalhadoras da empresa Vida Serv entrariam em paralisação no dia 25, caso o pagamento integral não fosse efetuado, com mobilização geral da categoria a partir das 7h.

A situação evidencia falhas na prestação de serviços terceirizados e pressiona o poder público por soluções rápidas para garantir a normalidade nas escolas.


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