Obesidade cresce no país e exige mudança de hábitos, alerta Ana Julia Ribeiro
A Gazeta de
Limeira traz hoje uma entrevista com Ana Julia Ribeiro, nutricionista clínica
da Clínica Auryon, formada pela Unip em 2022, com foco em saúde, bem-estar e
equilíbrio individualizado. A profissional desenvolve um trabalho voltado ao
acompanhamento nutricional personalizado, respeitando as necessidades e
objetivos de cada paciente.
Além da atuação
na área clínica, Ana Julia também trabalha com nutrição esportiva e estética,
auxiliando tanto quem busca melhor desempenho físico quanto quem deseja
melhorar a composição corporal de forma saudável e sustentável.
Em conversa com
a Gazeta, ela fala principalmente sobre o aumento expressivo dos casos de
obesidade no Brasil, cenário que tem preocupado especialistas da área da saúde.
A nutricionista esclarece dúvidas sobre hábitos alimentares, os impactos do
excesso de peso na qualidade de vida e reforça a importância da orientação
profissional na prevenção e no tratamento da doença.
Quais são os principais fatores que
explicam o aumento da obesidade no Brasil nos últimos anos?
O aumento da
obesidade no Brasil está relacionado a uma combinação de fatores. Entre os
principais estão a maior oferta e consumo de alimentos ultraprocessados, rotina
acelerada, redução da prática de atividade física e aumento do comportamento
sedentário.
Além disso,
precisamos considerar fatores emocionais, privação de sono, estresse crônico e
questões socioeconômicas que influenciam diretamente nas escolhas alimentares.
A obesidade não
é causada apenas por “comer demais”, mas por um contexto que favorece o ganho
de peso.
Existe diferença na prevalência de
obesidade entre homens e mulheres? A que isso se deve?
Sim, existem
diferenças. Em geral, as mulheres apresentam maior prevalência de obesidade,
enquanto os homens costumam ter maior acúmulo de gordura visceral.
Isso pode estar
relacionado a fatores hormonais, gestações, sobrecarga emocional, dupla jornada
de trabalho e maior oscilação metabólica ao longo da vida feminina. Já os
homens tendem a procurar menos acompanhamento preventivo, o que também impacta
no diagnóstico e tratamento.
Quais faixas etárias apresentam maior
índice de obesidade atualmente e por quê?
Atualmente, a
obesidade é mais prevalente na população adulta, especialmente entre 30 e 59
anos. No entanto, o crescimento da obesidade infantil e na adolescência é um
dos maiores alertas em saúde pública.
Isso acontece
devido ao aumento do consumo de ultraprocessados, uso excessivo de telas, menor
prática de atividade física e mudanças no padrão alimentar familiar. Quando a
obesidade começa na infância, o risco de persistir na vida adulta é
significativamente maior.
Quais são os principais riscos à saúde
associados à obesidade a curto e longo prazo?
Atualmente, a
obesidade é mais prevalente na população adulta, especialmente entre 30 e 59
anos. No entanto, o crescimento da obesidade infantil e na adolescência é um
dos maiores alertas em saúde pública.
Isso acontece
devido ao aumento do consumo de ultraprocessados, uso excessivo de telas, menor
prática de atividade física e mudanças no padrão alimentar familiar. Quando a
obesidade começa na infância, o risco de persistir na vida adulta é
significativamente maior.
Quais mudanças alimentares são mais
eficazes para prevenir e tratar a obesidade?
As mudanças
mais eficazes não são extremas, e sim sustentáveis. Reduzir o consumo de
ultraprocessados, aumentar a ingestão de alimentos in natura, melhorar a
qualidade proteica das refeições, equilibrar carboidratos, incluir fibras e
organizar horários alimentares são estratégias fundamentais.
Mais importante
do que “fazer dieta” é construir um padrão alimentar que a pessoa consiga
manter a longo prazo. O resultado consistente vem da constância, não do
radicalismo.
Qual é a importância do acompanhamento
profissional (nutricionista, médico e psicólogo) no processo de emagrecimento?
O
acompanhamento profissional é essencial porque a obesidade é uma doença
multifatorial. O nutricionista organiza a estratégia alimentar individualizada,
o médico avalia exames, comorbidades e necessidade de medicação, e o psicólogo
trabalha a relação com a comida, ansiedade e comportamento alimentar.
O emagrecimento
saudável não é apenas perder peso na balança, mas melhorar saúde metabólica,
composição corporal e qualidade de vida.
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