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Importações em alta colocam Limeira no topo regional

A balança comercial da região, que reúne Limeira, Cordeirópolis, Iracemápolis e Engenheiro Coelho, fechou o primeiro trimestre de 2026 com déficit de US$ 46,6 milhões, impactada pelo forte crescimento das importações. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e foram apresentados pelo especialista em comércio exterior e economia Carlos Contiero, em entrevista à Gazeta de Limeira.

De janeiro a março, as exportações somaram US$ 233,9 milhões, queda de 19% em relação a 2025. Apesar da retração, o desempenho é considerado positivo quando comparado a 2024 e superior aos anos de 2022 e 2023. A redução frente ao ano passado é explicada pelo volume atípico de embarques registrado em 2025, antes da entrada em vigor do chamado “tarifaço” dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Já as importações atingiram US$ 280,5 milhões, com alta de 70%, puxando o resultado negativo.

Os dados históricos mostram a evolução das importações (em US$ milhões) na região: 2022: US$ 123 milhões; 2023: US$ 148 milhões; 2024: US$ 124 milhões; 2025: US$ 165 milhões e 2026: US$ 281 milhões

O salto registrado em 2026 representa o maior nível da série e evidencia uma aceleração expressiva nas compras externas.

No recorte por municípios, Limeira segue como principal polo importador da região, mantendo a liderança ao longo dos anos e registrando crescimento de 4% em 2026, com destaque para os setores de veículos, máquinas e equipamentos e materiais elétricos.

O principal avanço recente, no entanto, vem de Iracemápolis, impulsionada pelo setor automotivo, contribuindo de forma decisiva para o aumento das importações. Já Cordeirópolis e Engenheiro Coelho mantêm participação menor no volume total.

Apesar do déficit no trimestre, a corrente de comércio chegou a US$ 514 milhões, alta de 13%, indicando aquecimento nas relações comerciais. A expectativa, segundo Contiero, é de recuperação ao longo de 2026, com possibilidade de retomada do superávit.

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