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Limeira registra 51,6 mil títulos eleitorais cancelados

Limeira registra 51.614 títulos eleitorais cancelados e 2.508 suspensos, segundo levantamento da Gazeta de Limeira junto à 66ª Zona Eleitoral e à 399ª Zona Eleitoral. As duas condições impedem o exercício do voto nas eleições de 2026, conforme regras da Justiça Eleitoral.

Os cancelamentos incluem situações como revisão de eleitorado, óbito e ausência sucessiva às urnas em eleições anteriores. O cadastro eleitoral permanece fechado em todo o país, o que impede novos alistamentos e regularizações imediatas. A reabertura ocorre em novembro. Os títulos suspensos ainda permitem regularização até 29 de junho, mediante apresentação de certidão de execução criminal que comprove a extinção de pena privativa de liberdade e de multa, quando aplicável.

Limeira soma 219.444 eleitores aptos ao voto. O número de títulos cancelados apresenta redução gradual nos últimos anos: cerca de 56 mil em 2023, 54 mil em 2024 (queda de 3,57%), 52.179 em 2025 (recuo de 3,37%) e 51.614 em 2026 (baixa de 1,08%). No acumulado, a redução atinge 7,83%, o que indica estabilidade com leve tendência de queda, embora o volume ainda represente parcela expressiva do eleitorado local.

O estado de São Paulo registra 3,4 milhões de títulos de eleitor cancelados. As principais causas para a irregularidade incluem a ausência não justificada em três turnos de votação consecutivos, segundo dados consolidados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O cenário reflete o padrão nacional relacionado à ausência de votação, falta de justificativa e irregularidades cadastrais.

O voto é obrigatório para cidadãos entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos, analfabetos e pessoas com deficiência com dificuldade extrema para o cumprimento das obrigações eleitorais. O eleitor que deixa de votar em três eleições consecutivas, sem justificativa e sem quitação de multas, passa à condição de faltoso, o que pode resultar no cancelamento do título.

O fechamento do cadastro eleitoral impede a regularização de títulos cancelados até a reabertura do sistema. Já os casos de suspensão ainda permitem regularização até 29 de junho, o que mantém parte do eleitorado em condição de recuperação antes do pleito de 2026.


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