Limeira registra aumento de 48% nas cirurgias de ovário após queda na pandemia
Cirurgias relacionadas ao ovário
no SUS cresceram 46,3% entre 2020 e 2024, passando de 22,6 mil para 33,1 mil
procedimentos, maior volume da série histórica analisada pela Sociedade
Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO). O levantamento, realizado com dados
do SIH/DATASUS, inclui ooforectomias, laparotomias e cirurgias
videolaparoscópicas relacionadas ao ovário.
A queda registrada em 2020,
durante a pandemia de Covid-19, é apontada por especialistas como reflexo do
adiamento de consultas, exames e cirurgias. Desde então, o sistema vem
apresentando recuperação gradual do fluxo assistencial, culminando no pico
registrado em 2024.
O cirurgião oncológico Juliano
Rodrigues da Cunha, diretor de Comunicação da SBCO, explica que os dados não
indicam necessariamente aumento nos casos de câncer de ovário, mas evidenciam a
retomada do atendimento especializado e reforçam a importância do diagnóstico
precoce.
O câncer de ovário é considerado
um dos tumores ginecológicos de maior dificuldade diagnóstica, já que os sintomas
costumam ser inespecíficos, como distensão abdominal persistente, dor pélvica,
alteração intestinal, sensação de empachamento e perda de peso sem causa
aparente.
Segundo estimativas do Instituto
Nacional de Câncer, o Brasil deve registrar 8.020 novos casos da doença em
2026. Quando identificado precocemente, ainda restrito aos ovários, a taxa de
sobrevida em cinco anos pode chegar a 91,9%.
Em
Limeira, os dados da Secretaria de Saúde
mostram recuperação dos procedimentos após a pandemia. O município registrou:
- 68 cirurgias em 2020
- 54 em 2021
- 94 em 2022
- 97 em 2023
- 101 em 2024, maior número da série
- 59 cirurgias em 2025
Entre 2020 e 2025, foram
realizadas 473 cirurgias relacionadas
ao ovário em Limeira. Considerando o período entre 2020 e 2024, a cidade
teve aumento de 48,5% nos
procedimentos.
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