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Limeira registra aumento de 77,3% no volume de chuvas no 1º quadrimestre

Dados apurados pela Gazeta de Limeira junto à BRK Ambiental indicam que o primeiro quadrimestre de 2026 apresentou volume de chuvas significativamente superior ao registrado no mesmo período de 2025. Entre janeiro e abril deste ano, o município acumulou 727 milímetros de precipitação nos pontos de monitoramento das unidades de captação e tratamento de água. No ano anterior, o total foi de 410 milímetros, o que representa diferença de 317 milímetros e aumento de 77,3% no comparativo anual.

O monitoramento realizado pela BRK Ambiental acompanha o comportamento hídrico dos mananciais responsáveis pelo abastecimento de Limeira. Apesar da recuperação em 2026, 2023 ainda permanece como o ano mais chuvoso desde o início da série histórica, em 1983.

Em 2025, o cenário foi marcado por estiagem prolongada, com destaque para março, que registrou apenas 28 milímetros de chuva, o menor volume para o mês desde 2013, segundo medições feitas pelos pluviômetros instalados na captação do Rio Jaguari e na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Parque Hipólito. No acumulado do primeiro trimestre, o ano de 2025 figurou entre os piores desempenhos da série histórica, superando apenas 2014.

Em contraste, março de 2026 apresentou mudança expressiva no padrão pluviométrico, com 208 milímetros registrados, alta de 180 milímetros em relação ao mesmo mês do ano anterior, o que representa aumento de aproximadamente 86,5%. No acumulado mensal, 2026 registrou 253 milímetros em janeiro, 205 milímetros em fevereiro, 208 milímetros em março e 61 milímetros em abril. No mesmo período de 2025, os índices foram de 238 milímetros, 97 milímetros, 28 milímetros e 47 milímetros, respectivamente.

Apesar das oscilações climáticas registradas nos últimos anos, a BRK Ambiental informa que o sistema de abastecimento de Limeira opera em condição regular. A cidade é abastecida por dois principais mananciais: o Rio Jaguari, com vazão de 20 metros cúbicos por segundo, e o Ribeirão Pinhal, que atualmente opera com 72% de sua capacidade. O cenário, segundo a concessionária, indica estabilidade no fornecimento de água ao município.



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