Justiça manda Hapvida regularizar atendimento em Limeira
A Justiça de
Limeira concedeu liminar, a pedido das Promotorias de Saúde Pública e do
Consumidor, determinando que a Hapvida Assistência Médica adote medidas para
regularizar os serviços prestados no município e garantir a segurança dos
pacientes.
A decisão
obriga a operadora a eliminar barreiras ao atendimento de urgência e
emergência, cumprir prazos para consultas, exames e internações, garantir o
fornecimento de medicamentos oncológicos, implantar protocolo de classificação
de risco no pronto atendimento, manter equipes compatíveis com a demanda e
regularizar os serviços sujeitos ao licenciamento sanitário.
A empresa
também deverá apresentar um plano de adequação sanitária, enviar relatórios
periódicos ao Ministério Público e à Vigilância Sanitária e adotar medidas
específicas para o serviço de hemodiálise. O descumprimento poderá resultar em
multa de R$ 50 mil por infração e até na interdição de setores irregulares.
A ação civil
pública foi proposta pelos promotores Rafael Pressuto e Hélio de Almeida Junior
após inquéritos apontarem irregularidades nas unidades da Hapvida em Limeira.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), inspeções e reclamações de
usuários identificaram falhas estruturais, falta de licenciamento sanitário,
déficit de profissionais, atrasos e negativas de procedimentos, além de
problemas em setores como pronto atendimento, UTI, hemodiálise e oncologia.
Ao conceder a
liminar, a juíza Graziela Nery destacou que as irregularidades representam
risco à saúde e à vida dos usuários. Na ação, o MPSP também pede a condenação
da Hapvida ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, além da
reparação dos prejuízos causados aos consumidores afetados.
Em nota oficial
enviada à Gazeta de Limeira, a Hapvida informou que “até o momento, não foi
formalmente citada no referido processo. Assim que isso ocorrer, apresentará
todos os esclarecimentos cabíveis, no prazo legal.
Reitera, ainda,
que atua em conformidade com a regulamentação da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) e mantém seu compromisso com a qualidade da assistência
prestada aos beneficiários, pautando sua atuação pelo cumprimento das normas
vigentes e pela segurança no atendimento”.
Mais detalhes
na edição impressa da Gazeta de sexta-feira.
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