Mulher é atacada por pitbull enquanto andava de bicicleta próximo ao horto de Limeira
Uma mulher de 39 anos foi atacada por um cachorro da raça pitbull enquanto andava de bicicleta com o esposo e dois amigos, em Limeira. O caso aconteceu no sábado, nas proximidades do Centro de Ressocialização (CR). Segundo a vítima, o cachorro saiu do local por um portão que estava aberto e correu em direção ao grupo.
Ela contou que não teve tempo de se afastar e acabou sendo mordida na panturrilha.
“Ele saiu de lá de dentro muito rápido, não deu tempo da gente sair correndo. Ele catou e agarrou minha panturrilha”, relatou.
A mulher afirmou que o animal ainda tentou atacá-la novamente, mas ela conseguiu levantar a perna para evitar novas mordidas. O ataque provocou ferimentos que precisaram de sutura. Segundo o relato, foram quatro pontos em um dos ferimentos e outros dois em outro.
Após o ataque, o esposo da vítima buscou o carro e ela foi levada por meios próprios à Santa Casa de Limeira, onde recebeu atendimento médico. Como o cachorro era desconhecido, ela foi orientada a seguir o protocolo de prevenção contra a raiva. A vítima recebeu vacina antitetânica na Santa Casa e tomou a primeira dose da antirrábica no mesmo dia no Pronto Atendimento do Abílio Pedro.
Ela afirma que segue as orientações médicas e deverá continuar o acompanhamento para completar o esquema de vacinação. A vítima também relatou preocupação com a presença de cães soltos na região. Segundo ela, é comum encontrar cachorros saindo do local e circulando nas proximidades. “Está muito perigoso passar por lá, porque sempre sai muito cachorro de lá de dentro. Eu fiquei com bastante medo. Ele segurou e já soltou, mas fez um ferimento bem grave”, relatou.
Prefeitura acompanha o caso
Em nota, a Prefeitura de Limeira informou que ainda não havia sido notificada sobre o
caso. Segundo a administração municipal, mordidas de cães são acidentes de notificação compulsória. A Divisão de Vigilância Epidemiológica informou que está entrando em contato com a Santa Casa para solicitar informações sobre o atendimento prestado à vítima.
A Gazeta entrou em contato com o diretor do Centro de Ressocialização, Fernando Pedro, que lamentou o ocorrido e disse que o CR não possui estrutura de canil para abrigar cães na parte interna. Mas que com frequência percebe a presença de cães soltos na região, principalmente na praça localizada à frente e também perto do horto florestal.
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