Região mantém expansão do mercado imobiliário em 2025
O
mercado imobiliário da região, que inclui Limeira e outras 17 cidades do entorno,
registrou retração significativa no mês de novembro de 2025, tanto nas vendas
quanto nas locações de imóveis residenciais usados. Os dados constam em estudo
divulgado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo
(Crecisp), que comparou os números de novembro com os de outubro deste ano.
Apesar do recuo pontual, o balanço anual segue bastante positivo. No acumulado de 2025, a região apresenta crescimento expressivo de 153,7% nas vendas e de 72,09% nas locações, o que evidencia a resiliência do setor, especialmente em cidades de médio porte como Limeira, que se destaca pelo volume de negociações e pela diversidade do perfil de imóveis ofertados.
A pesquisa ouviu 76 imobiliárias de municípios como Limeira, Piracicaba, Araras, Rio Claro, Leme, Cordeirópolis, Capivari, Pirassununga e Santa Cruz da Conceição, entre outros. Em novembro, as vendas de casas e apartamentos tiveram queda de 42,38%, enquanto os novos contratos de locação recuaram ainda mais, com retração de 70,85%.
De acordo com o Crecisp, o desempenho negativo do mês deve ser interpretado como um movimento de ajuste após meses de forte oscilação no mercado. Na prática, o cenário reflete um consumidor mais cauteloso, especialmente diante do custo do crédito e das incertezas econômicas, realidade sentida com intensidade em Limeira e em outras cidades da região.
VENDAS
Em Limeira, assim como no conjunto da região pesquisada, o mercado segue concentrado em imóveis residenciais de padrão médio, com valores predominantemente entre R$ 200 mil e R$ 300 mil. Esse perfil atende, em sua maioria, famílias que buscam a primeira moradia ou a substituição de imóveis antigos por unidades mais funcionais, principalmente em bairros periféricos e em áreas em processo de expansão urbana.
Do total de imóveis vendidos em novembro, 43% foram casas e 57% apartamentos. As casas mais comercializadas tinham dois dormitórios, com área útil entre 50 m² e 100 m², enquanto os apartamentos vendidos eram majoritariamente de dois dormitórios, com até 50 m². Em Limeira, esse padrão é comum em conjuntos habitacionais e condomínios verticais que vêm sendo absorvidos pelo mercado local nos últimos anos.
A localização também reforça essa tendência: 52,9% dos imóveis vendidos estavam situados nas periferias das cidades, 29,4% em regiões centrais e apenas 17,6% em áreas consideradas nobres. Em Limeira, bairros mais afastados do Centro continuam liderando as negociações, impulsionados por preços mais acessíveis e maior oferta de imóveis financiáveis.
O financiamento habitacional segue como principal motor das vendas. Em novembro, 64,1% dos negócios foram fechados com financiamento pela Caixa Econômica Federal, enquanto 15,4% utilizaram crédito de outros bancos. Apenas 7,7% das vendas ocorreram à vista e o mesmo percentual foi registrado para negociações diretas com os proprietários. Os consórcios responderam por 5,1% das transações.
Outro dado relevante diz respeito aos descontos concedidos. Mais da metade dos imóveis (54,1%) foi vendida pelo mesmo valor anunciado, indicando menor margem para negociação, realidade bastante comum em Limeira, onde imóveis bem localizados e com documentação regular tendem a manter preços firmes. Ainda assim, cerca de 32% das vendas tiveram descontos de até 10%.
LOCAÇÕES
O mercado de locação também sentiu fortemente o impacto em novembro. Ainda assim, o perfil dos imóveis alugados reforça uma tendência já observada ao longo do ano, sobretudo em Limeira: a busca por imóveis com valores acima de R$ 2 mil, bem localizados e com melhor padrão construtivo.
Do total de locações realizadas, 68% foram de casas e 32% de apartamentos. As casas mais alugadas tinham dois ou três dormitórios, com área útil acima de 50 m², enquanto os apartamentos procurados eram, em sua maioria, de três dormitórios, com metragem entre 50 m² e 200 m². Esse comportamento reflete a demanda de famílias que priorizam espaço interno, muitas vezes migrando de imóveis menores para unidades mais amplas.
Diferentemente das vendas, a maior parte dos imóveis alugados estava localizada em regiões centrais (50%), seguidas pelas áreas nobres (21,4%) e pelas demais regiões (28,6%). Em Limeira, esse dado confirma a valorização do Centro e de bairros tradicionais, que concentram comércio, serviços, escolas e acesso facilitado ao transporte.
A principal garantia locatícia escolhida foi o depósito caução, utilizado em 69,2% dos contratos, enquanto o fiador e o seguro fiança responderam, cada um, por 15,4%. O dado demonstra uma mudança de comportamento no mercado, com contratos mais simplificados e maior agilidade nas negociações, prática cada vez mais comum em Limeira.
Entre os inquilinos que encerraram contratos, 75% não informaram o motivo da mudança, enquanto 25% relataram migração para um aluguel mais barato. Nenhum entrevistado afirmou ter mudado para um imóvel mais caro, o que reforça o cenário de cautela observado no segundo semestre.
CENÁRIO
Mesmo com a retração de novembro, o desempenho acumulado de 2025 mostra um mercado imobiliário regional aquecido e capaz de se adaptar às oscilações econômicas. Ao longo do ano, houve meses de forte crescimento tanto nas vendas quanto nas locações, com destaque para março, abril, agosto e outubro.
Em
Limeira, esse movimento é percebido na manutenção da demanda por imóveis
residenciais, impulsionada pelo crédito habitacional, pelo crescimento
populacional e pela busca por moradia em cidades com boa infraestrutura e
qualidade de vida.
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