Região ultrapassa 45 mil microempreendedores individuais em 2025
A região encerrou 2025 com um crescimento expressivo no
número de Microempreendedores Individuais (MEIs), superando a marca de 45 mil
registros ativos. O total passou de 44.205 MEIs em 2024 para 45.438 em 2025, um
aumento de 1.233 formalizações em apenas um ano, o que reforça a tendência de
empreendedorismo como alternativa de geração de renda e inserção no mercado
formal.
Os dados mostram crescimento em todos os municípios da
região. Limeira segue concentrando a maior parte dos registros, passando de
33.929 MEIs em 2024 para 34.500 em 2025. Em Artur Nogueira, o número subiu de
4.536 para 4.871 no mesmo período. Cordeirópolis teve aumento de 2.120 para
2.234 MEIs, enquanto Engenheiro Coelho passou de 1.700 para 1.804. Já
Iracemápolis registrou crescimento de 1.920 para 2.029 microempreendedores
individuais.
Segundo a analista de negócios do Sebrae-SP, Évelly Moraes,
o avanço é consistente e reflete uma combinação de fatores econômicos e
estruturais. “Os dados mostram crescimento consistente das aberturas de MEI em
todos os municípios da região, com destaque para Limeira, que concentra a maior
parte das formalizações. Esse aumento está ligado principalmente ao desemprego,
à busca por renda extra, além da maior facilidade de formalização por vias
digitais e do apoio de programas locais, como o posto de atendimento Sebrae
Aqui, e outros parceiros nos municípios”, explica.
De acordo com a analista, o perfil predominante dos novos
MEIs é formado por empreendedores do setor de serviços, especialmente mulheres,
com idade entre 30 e 45 anos, que deixam a informalidade para estruturar seus
negócios. “Na região, os segmentos que mais atraem o MEI continuam sendo beleza
como cabeleireiros, manicures e estética, comércio varejista de roupas e
acessórios, alimentação e pequenos serviços na construção civil”, acrescenta.
Além de quem inicia um negócio pela primeira vez, há também
um movimento crescente de trabalhadores que deixam o regime da Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT) para empreender por conta própria. É o caso de Amanda
Rodrigues, que trabalhou por mais de dez anos no setor de folheados antes de
decidir abrir o próprio negócio como MEI. “Com a experiência que tive resolvi
me arriscar. Não é fácil, principalmente nos primeiros meses, mas é preciso
persistir e se planejar bem”, relata.
O MEI é uma modalidade criada para facilitar a formalização
de pequenos empreendedores, permitindo que trabalhadores autônomos atuem
legalmente, com menos burocracia e custos reduzidos. Entre as principais
vantagens estão a obtenção de um CNPJ, a isenção de taxas para registro, o
pagamento de tributos com valores fixos mensais que incluem INSS, ICMS e/ou
ISS, além do início imediato das atividades, sem necessidade prévia de alvará
ou licença.
A formalização também possibilita a emissão de notas
fiscais, amplia o poder de negociação com fornecedores, facilita o acesso a
serviços financeiros, como conta bancária jurídica, máquina de cartão e
crédito, e permite vender produtos e prestar serviços para empresas e para o
poder público.
Outro ponto importante no processo de formalização é a
escolha correta da ocupação, que corresponde à atividade econômica exercida
pelo MEI. Cada ocupação está associada a um código da Classificação Nacional de
Atividades Econômicas (CNAE), que define os impostos devidos e as exigências
legais. O microempreendedor pode escolher uma ocupação principal e até 15
ocupações secundárias, desde que estejam entre as permitidas.
Entre os exemplos de atividades comuns na região estão
artesão, borracheiro, cabeleireiro, caminhoneiro, cantor ou músico
independente, depilador, diarista, editor de vídeo, eletricista, humorista e
contador de histórias, instalador, instrutor, manicure, reciclador, tatuador e
tosador, entre outros.
Antes de concluir o registro, é fundamental que o
empreendedor avalie com atenção a descrição da ocupação escolhida e verifique
se ela corresponde exatamente à atividade que já exerce ou pretende exercer.
Também é necessário observar exigências específicas de órgãos como o Corpo de
Bombeiros e a Vigilância Sanitária, que podem variar conforme o tipo de
negócio.
Com o crescimento contínuo do número de MEIs, especialistas
apontam que o desafio agora é garantir sustentabilidade aos negócios, por meio
de planejamento, capacitação e acesso à informação. Ainda assim, os números de
2025 confirmam que o microempreendedorismo segue como uma das principais portas
de entrada para o mercado formal de trabalho na região.
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