Limeira ultrapassa 600 veículos elétricos
Um levantamento realizado pela Gazeta de Limeira, com base em dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), mostra que Limeira passou de 84 veículos elétricos registrados em 2022 para 603 até dezembro de 2025, consolidando-se como o maior mercado regional. Iracemápolis, que viu o número de veículos elétricos crescer de 17 para 88 unidades no mesmo período, ganhou novo impulso com a inauguração de uma fábrica de veículos elétricos de uma montadora chinesa, instalada no antigo complexo automotivo da cidade conhecido como um dos principais polos do país voltado à indústria automobilística.
Em Artur Nogueira, o número de veículos eletrificados saltou de 8 para 48. Cordeirópolis também registrou crescimento expressivo, de 4 para 27 unidades. Já Engenheiro Coelho, que possuía apenas um automóvel elétrico há três anos, até o último mês do ano passado foram 16 veículos registrados. Foram emplacados, em média de 15 a 20 modelos por semana nas cidades de Limeira, Artur Nogueira, Cordeirópolis, Iracemápolis e Engenheiro Coelho.
As projeções do Detran-SP confirmaram o avanço do setor. Até o fim de 2025, a frota de veículos elétricos e híbridos no Estado ultrapassou 77 mil unidades, um aumento de 32% em relação a 2024, quando havia 58.709.
Na região de Limeira, o motor silencioso dos carros elétricos já simboliza um avanço à mobilidade sustentável. Especialistas afirmam que até 2040, a frota circulante de veículos no Brasil será 44 vezes mais eletrificada, com os modelos híbridos representando 72%. É o que diz um levantamento publicado pelo Instituto MBCBrasil, realizado pela LCA Consultores, chamado de “Iniciativas e Desafios Estruturantes para Impulsionar a Mobilidade de Baixo Carbono no Brasil até 2040”. A eletrificação deverá alcançar 17,4 milhões de veículos, o que representará mais de 27,6% do total.
Essa expansão será relevante também na produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e no transporte marítimo, segmentos que podem alcançar em 15 anos um volume equivalente a 80% da demanda total de etanol do Ciclo Otto (veículos leves e outros usos) registrada em 2025. A projeção é de que o etanol substitua o metanol na navegação e que seja utilizado como matéria prima para a SAF.
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