Memórias dos carnavais de Iracemápolis que marcaram época
Iracemápolis
celebra mais um aniversário carregando consigo histórias que atravessam gerações.
Entre elas, uma das mais vibrantes é a dos antigos carnavais, marcados por ruas
cheias, clubes lotados e uma energia contagiante que mobilizava toda a cidade.
Em tempos em que a diversão nascia da simplicidade e da união, os bailes e
blocos carnavalescos transformavam o município em um verdadeiro palco de
alegria.
Nas
décadas passadas, o carnaval iracemapolitano era sinônimo de participação
coletiva. Famílias inteiras, grupos de amigos e visitantes da região aguardavam
ansiosamente pela festa. Os preparativos começavam cedo, com a confecção de
camisetas, organização dos blocos e encontros nos bares, que já aqueciam o
clima festivo horas antes da abertura oficial dos clubes.
Nivaldo
Menezes, filho da terra e figura marcante da folia local, relembra com
entusiasmo os tempos em que participou ativamente dos carnavais por duas
décadas consecutivas.
“Principalmente nas cidades pequenas era muito comum os blocos de carnaval. Os
foliões faziam as camisetas, se organizavam, e isso era o que mais chamava atenção
na época. Eram muitos blocos, com mais de 100 pessoas cada um: blocos das
meninas, dos meninos e os mistos”, conta.
Segundo
ele, a expectativa era tanta que a movimentação começava muito antes do horário
oficial. “A porta do clube abria às 11 da noite, mas quando era 21h30 todo
mundo já estava na rua esperando. O pessoal se preparava, fazia o ‘esquenta’
nos barzinhos. Isso movimentava muito a cidade, principalmente o comércio”,
destaca. Para Nivaldo, as lembranças são marcadas pela intensidade e pela união:
“Ficam boas recordações. O carnaval do CRECI era muito isso. E Limeira sempre
estava em peso lá, os moradores sempre prestigiaram. ”
Outro
personagem importante dessa história é Eduardo Modenez, que presidiu o CRECI
por muitos anos e acompanhou de perto a evolução dos bailes. Ele recorda com
carinho o espírito de integração que definia a festa. “Desde que passei a fazer
parte do Conselho e da Diretoria, já era um folião”, relembra. “Era uma
maravilha ver a juventude se misturando com pessoas um pouco mais velhas. Era
uma mistura em que todos participavam com respeito. ”
Ao
assumir a presidência, Eduardo enfrentou desafios, mas também viveu momentos de
grande realização. “Passei duas vezes como presidente interino e depois fui
eleito por votos. Em 1999, fui reeleito. A organização sempre contou com o
apoio da Diretoria e do Conselho, e tudo era bem controlado”, afirma.
Os
resultados, segundo ele, eram visíveis a cada edição. “Graças a Deus, todos os
carnavais foram sucessos, com iracemapolitanos e limeirenses sempre nos incentivando.
” Hoje, o sentimento é de saudade e gratidão. “Sou grato a todos que me
apoiaram e acreditaram no meu trabalho. Jamais esquecerei a banda em que o
Nivaldo cantava, fazendo um dos mais belos carnavais do CRECI. Claro, houve muitas
outras bandas que também deixaram boas lembranças. ”
As
histórias de Nivaldo e Eduardo representam a memória coletiva de uma época em
que o carnaval era mais do que uma festa: era um símbolo de identidade,
convivência e alegria compartilhada. Em cada relato, percebe-se o orgulho de
quem viveu intensamente aqueles dias e ajudou a construir uma tradição que
ainda ecoa no coração da cidade.
Neste
aniversário de Iracemápolis, relembrar os antigos carnavais é também celebrar o
espírito comunitário que sempre marcou o município. Entre confetes e saudades,
permanece viva a certeza de que a história da cidade é feita, acima de tudo,
pelas pessoas que a viveram.
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