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Meningite recua em Limeira após queda de casos nos últimos anos

A redução dos casos de meningite em Limeira nos últimos anos aponta maior controle da doença no município, mas não elimina a necessidade de atenção constante por parte das autoridades de saúde e da população. Dados recentes mostram queda nos registros locais, enquanto cidades da região ainda apresentam números elevados, o que reforça o alerta para prevenção e diagnóstico precoce.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde obtidas pela Gazeta, Limeira registrou 23 casos confirmados de meningite em 2024. Desse total, 12 foram de origem bacteriana, incluindo dois casos meningocócicos, um por pneumococo e nove sem identificação da espécie. Outros 11 casos foram classificados como meningite viral. No mesmo período, houve o registro de um óbito em adulto, causado por meningite meningocócica.

Em 2025, o número total de casos caiu para 17 confirmações. A maioria, 13 registros, correspondeu à meningite bacteriana, sendo dois por pneumococo e 11 sem identificação da espécie. Os casos de meningite viral também recuaram, com quatro registros. Assim como no ano anterior, foi confirmado um óbito em adulto, desta vez provocado por meningite bacteriana sem identificação.

No primeiro trimestre de 2026, o município notificou dois casos suspeitos da doença. Um deles foi confirmado como meningite por fungos, enquanto o outro aguarda resultado laboratorial. Até o momento, não há registro de mortes neste ano, o que indica, ao menos inicialmente, um cenário mais controlado.

Apesar da queda nos indicadores locais, a situação em municípios vizinhos mantém o tema em evidência. As regiões de Piracicaba e Campinas somaram 86 casos e oito mortes por meningite em 2025. Embora o número de óbitos seja menor em comparação às 12 mortes registradas dois anos antes, os dados ainda preocupam e indicam a necessidade de continuidade das ações de vigilância e prevenção.

Em entrevista à Gazeta, a coordenadora da Divisão de Vigilância Epidemiológica de Limeira, Amelia Pereira da Silva, destacou que a vacinação continua como a principal estratégia para conter a doença. Segundo ela, a imunização está disponível para bebês de três a cinco meses, com reforço aos 12 meses, além de adolescentes entre 11 e 14 anos, em todos os postos de saúde com sala de vacinação do município.

A profissional reforçou os sintomas clássicos da meningite incluem febre alta repentina, dor de cabeça intensa e persistente, rigidez na nuca com dificuldade em encostar o queixo no peito e sensibilidade à luz, náuseas, vômitos, confusão mental, sonolência e manchas vermelhas na pele também são sinais de alerta. “Diante de suspeita, a recomendação é buscar atendimento médico imediato, já que o diagnóstico precoce aumenta as chances de recuperação e reduz o risco de complicações”, orientou.


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