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Região soma mais de 1,4 mil acidentes com animais peçonhentos

O aumento dos acidentes com escorpiões em Limeira volta a chamar a atenção das autoridades de saúde em 2026. Embora o número ainda seja inferior ao do ano passado, os dados reforçam a necessidade de prevenção e de atendimento médico rápido.

O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Piracicaba, que abrange 26 municípios, incluindo Limeira, aponta que os escorpiões respondem por 63,7% dos atendimentos envolvendo animais peçonhentos. Foram registrados 1.411 casos, dos quais 899 correspondem a picadas de escorpião até a última sexta-feira (17).

A região também soma 272 casos de picadas de abelha, 170 de aranha, 54 de lagarta e 16 de serpentes. Não há registro de mortes até o momento. Em Limeira, foram 439 acidentes com escorpiões em 2025, sem óbitos. Em 2026, o município contabiliza 65 casos, novamente sem mortes, segundo a Divisão de Vigilância Epidemiológica.

De acordo com o médico Joelcy Tavares, que atua na emergência da Santa Casa, as primeiras medidas após a picada incluem lavar o local com água e sabão e, se possível, identificar o animal. Se for seguro, a recomendação é capturar o escorpião e levá-lo até a unidade de saúde; caso contrário, uma foto já auxilia na identificação. “O mais importante é procurar atendimento médico o mais rápido possível”, ressalta.

O especialista alerta para práticas que devem ser evitadas. Não se deve fazer torniquete, tentar sugar o veneno ou aplicar gelo e qualquer substância no local da picada. Essas ações não impedem a disseminação do veneno e podem agravar o quadro. Outro ponto importante citado pelo médico é não se automedicar, nem mesmo para dor.

Quando o animal não é visto, alguns sinais ajudam a identificar a picada: dor intensa e vermelhidão no local são os mais comuns. Também podem surgir sudorese, náuseas e vômitos. Em situações mais graves, há risco de dificuldade respiratória e alterações cardíacas.

Crianças e idosos exigem atenção redobrada. “As crianças, por terem menor peso, podem apresentar manifestações mais intensas da toxina. Já os idosos, muitas vezes com comorbidades, têm maior risco de agravamento”, explica Tavares.

A Santa Casa de Limeira é referência no atendimento e dispõe de soro antiescorpiônico, utilizado em casos graves. A população pode comunicar a presença de escorpiões pela plataforma e-Ouve 156, o que auxilia ações de controle.

Os dados reforçam a importância da prevenção e do atendimento rápido para evitar complicações e manter a ausência de mortes no município.


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