Agosto Dourado: pediatra esclarece dúvidas sobre amamentação
O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Dourado, dedicada à conscientização sobre a importância da amamentação para a saúde da mãe e do bebê. Inspirada no conceito da Hora Dourada, que corresponde à primeira hora de vida do recém-nascido, a iniciativa destaca a importância do contato pele a pele logo após o nascimento e do início precoce do aleitamento materno, sempre que as condições clínicas permitirem.
Na saúde suplementar, essas práticas integram as estratégias de qualificação da atenção materna e neonatal da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Entre elas estão o incentivo ao contato entre mãe e bebê imediatamente após o parto e ao início da amamentação ainda na sala de parto, medidas contempladas nas ações relacionadas ao Movimento Parto Adequado e à Certificação em Boas Práticas na Atenção Materna e Neonatal.
Para falar sobre a importância do aleitamento, os principais desafios enfrentados pelas mães e esclarecer dúvidas comuns, a médica pediatra Dra. Angela Cristina Fujita, cooperada da Unimed Limeira, respondeu às principais questões sobre o tema.
Por que o aleitamento materno é tão importante para a saúde e o desenvolvimento do bebê?
O leite humano é considerado o “padrão ouro” para o desenvolvimento e a proteção da criança desde o nascimento. Muitos estudos identificaram na composição química do leite humano substâncias específicas, como as imunoglobulinas, que protegem contra doenças e fortalecem a defesa da criança, principalmente nos primeiros dois anos de vida. O colostro, produzido nos primeiros dias, possui grande quantidade dessas substâncias e ajuda a fortalecer o sistema imunológico do recém-nascido. O leite materno também apresenta componentes que auxiliam no desenvolvimento neurológico e cognitivo.
Quais são os principais desafios enfrentados pelas mães durante a amamentação?
No início, muitas mães não se sentem seguras de que somente o leite materno seja suficiente para o crescimento e desenvolvimento da criança. Por isso, é importante oferecer informação e apoio. Outro desafio é o retorno ao trabalho. Nesses casos, a mãe pode ordenhar e armazenar o próprio leite para que seja oferecido ao bebê durante sua ausência.
Quando a mãe deve procurar ajuda profissional?
As mães devem procurar orientação quando sentirem que a produção de leite está diminuindo, quando houver dor durante a amamentação, fissuras nos mamilos ou quando as mamas estiverem muito cheias ou ingurgitadas.
Quais são os principais mitos que ainda prejudicam a amamentação?
Um dos principais é a ideia de que existe “leite fraco” ou que o leite não é suficiente para o bebê que mama com frequência. Não existe leite fraco. O colostro é mais claro que o leite maduro e sua produção é menor, mas é suficiente para o que a criança necessita. Quanto mais ela mama, maior é o estímulo para a produção de leite.
Qual é a recomendação sobre o tempo de aleitamento materno?
O aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses. Depois, começa a introdução alimentar, mas a amamentação deve continuar até os dois anos ou mais, caso seja possível para a mãe e a criança.
Como o Agosto Dourado contribui para incentivar a amamentação?
O mês é importante para ampliar a informação e o apoio às mães. Em Limeira, a Unimed promove ações como Curso para Gestantes, oficinas de amamentação e visitas domiciliares para puérperas e recém-nascidos. Durante o Agosto Dourado, também são realizadas palestras e treinamentos para colaboradores.
Acredito que as mães devem confiar que o próprio leite é específico para o seu bebê e contribui para que ele cresça mais saudável. Se tiverem dificuldades ou dúvidas, devem procurar a ajuda de um profissional.
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