Nova diretriz muda tratamento da tireoide na gestação
Gestantes com anticorpos contra a tireoide positivos (anti-TPO) e com o
funcionamento normal da tireoide não devem mais usar medicamento hormonal. Três
grandes estudos recentes comprovaram que o tratamento preventivo, nesses casos,
não reduz riscos de abortamento ou parto prematuro.![]()
As
novas orientações têm como base a diretriz
publicada pela Associação Americana da Tireoide, em junho deste
ano, quase uma década desde a publicação das diretrizes anteriores, em 2017.
Pelo novo posicionamento brasileiro, gestantes com anticorpos
contra a tireoide positivos (Anti-TPO) não devem receber o hormônio na versão
sintética (levotiroxina), como tratamento preventivo, se a glândula da tireoide
estiver funcionando com regularidade, ou seja, com níveis normais de T4, que é
um dos hormônios que atuam como reguladores do ritmo metabólico do corpo
humano.
Apesar desta instrução, de não usar o medicamento hormonal em caso de anti-TPO positivado e com o funcionamento normal da tireoide da gestante, a atividade da glândula continuará sendo monitorada, pois estudos clínicos indicam que existe maior risco para o desenvolvimento do hipotireoidismo ao longo da gestação.
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