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Presença paterna fortalece vínculo e desenvolvimento da criança, diz psicóloga

Também ouvida pela Gazeta de Limeira, a psicóloga infanto-juvenil Deborah Cristina Sinico Sanches destaca que a presença do pai desde os primeiros dias de vida é fundamental para a construção do vínculo afetivo e para o desenvolvimento emocional e social da criança. Segundo ela, as primeiras experiências de interação ajudam o bebê a compreender a si mesmo, as outras pessoas e o ambiente em que está inserido.

“O contato, o colo, a voz e a disponibilidade emocional do pai favorecem experiências de segurança e confiança, além de contribuírem para a regulação emocional e para o desenvolvimento social da criança.”

Na avaliação da psicóloga, a ampliação da licença-paternidade permite que o pai esteja mais presente em uma fase importante de adaptação da família. Além de fortalecer a relação com o bebê, o período de afastamento favorece a participação nos cuidados cotidianos e o desenvolvimento das habilidades parentais.

“A licença-paternidade permite que o pai participe ativamente dos cuidados desde os primeiros dias, fortalecendo o vínculo e desenvolvendo habilidades parentais.”

Deborah também ressalta que a presença paterna pode contribuir diretamente para o bem-estar da mãe durante o puerpério, período marcado por intensas mudanças físicas e emocionais. A participação nos cuidados com o bebê ajuda a diminuir a sobrecarga e favorece uma divisão mais equilibrada das responsabilidades dentro da família.

“Essa participação também oferece suporte à mãe durante o puerpério, contribuindo para reduzir sua sobrecarga física e emocional e favorecer uma divisão mais equilibrada das responsabilidades.”

Para a especialista, a convivência mais próxima desde o início também permite que o pai desenvolva, na prática, comportamentos de cuidado, cooperação e responsabilidade, que passam a fazer parte da dinâmica familiar.

“Além disso, a participação paterna frequente favorece a aprendizagem e a modelação de comportamentos de cuidado, cooperação e responsabilidade no ambiente familiar.”

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