Limeira investiu R$ 15,5 mi em medicamentos por determinação judicial em 18 meses
A Prefeitura de Limeira destinou
aproximadamente R$ 15,5 milhões ao fornecimento de medicamentos e insumos
médicos por determinação judicial entre 2025 e o primeiro semestre de 2026. De
acordo com informações, apuradas pela Gazeta de Limeira, junto a Secretaria
Municipal de Saúde, foram investidos cerca de R$ 11 milhões ao longo do ano
passado e outros R$ 4,5 milhões nos primeiros seis meses deste ano.
No mesmo período, o município recebeu
241 novos mandados judiciais para o fornecimento desses produtos. Foram 170
novas determinações em 2025 e outras 71 entre janeiro e junho de 2026.
Além dos novos processos, a
Administração Municipal mantém o acompanhamento de mandados judiciais de anos
anteriores que continuam em fase de cumprimento. Ao final de 2025, Limeira
contabilizava 1.564 mandados ativos. No encerramento do primeiro semestre de
2026, o número caiu para 1.386.
Medicamentos mais
pedidos
Entre os medicamentos com maior
quantidade de unidades adquiridas para atender às determinações judiciais, a
Secretaria de Saúde destaca três: trimetazidina 35 mg, empagliflozina 25 mg e
cloridrato de duloxetina 60 mg.
A trimetazidina é utilizada no
tratamento da angina pectoris, condição caracterizada por dor ou desconforto no
peito decorrente da insuficiência de irrigação sanguínea do músculo cardíaco.
Já a empagliflozina é um
antidiabético oral indicado para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2. O
cloridrato de duloxetina, por sua vez, é um antidepressivo utilizado no
tratamento de condições como depressão e determinados transtornos de dor crônica.
Os medicamentos foram apontados pela
Secretaria de Saúde entre os que apresentam maior quantitativo de unidades
adquiridas para o cumprimento de mandados judiciais.
Custos variam de
centavos a milhares de reais
Segundo a Prefeitura, os valores
pagos pelos medicamentos e insumos variam significativamente, conforme o
produto adquirido. Os custos podem corresponder a poucos centavos por unidade
ou alcançar alguns milhares de reais por dose ou unidade.
A Secretaria de Saúde, entretanto,
não informou os nomes dos medicamentos correspondentes ao menor e ao maior
valor pago, nem os respectivos preços exatos.
A Administração Municipal ressalta
que, uma vez determinada judicialmente a obrigação de fornecimento, o custo do
produto não afasta o dever de cumprir a decisão.
Como funciona ?
O processo de atendimento às
determinações judiciais envolve etapas jurídicas e administrativas dentro da
Prefeitura. Segundo Fabiano Faber Nascimento, farmacêutico e gestor executivo
do Departamento de Gestão Administrativa, o procedimento começa após a
intimação oficial do município sobre a decisão que determina o fornecimento de
um medicamento ou insumo médico.
Inicialmente, os procuradores
municipais analisam a decisão para delimitar as obrigações impostas à
Administração. Em seguida, o processo é encaminhado ao Núcleo de Judicialização
da Secretaria Municipal de Saúde.
O setor é responsável pela análise
dos aspectos técnicos da demanda, pela adoção das providências administrativas
necessárias ao cumprimento da decisão e pelo fornecimento de informações
técnicas à Procuradoria para a defesa do município.
Dessa forma, o atendimento às
determinações judiciais envolve a atuação conjunta das áreas jurídica e técnica
da Prefeitura, desde a análise da decisão até a adoção das medidas necessárias
para cumprir a obrigação estabelecida pela Justiça.
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