Limeira registra quase 630 mil consultas médicas pelo SUS em 2025
A rede municipal de saúde de Limeira realizou 629.897 consultas médicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, considerando os atendimentos da Atenção Primária e da Atenção Especializada. O volume superou a meta prevista no Plano Plurianual (PPA), que era de 1,65 consulta por habitante, e alcançou o índice de 2,1581. Apesar do resultado, a espera por atendimento continua sendo um desafio, principalmente nas especialidades médicas.
As informações foram fornecidas à Gazeta de Limeira pela Secretaria Municipal de Saúde. Segundo a pasta, o desempenho foi resultado de medidas para ampliar a capacidade de atendimento da rede, incluindo a contratação de novos profissionais, a ampliação dos serviços, a reorganização das agendas médicas e o aprimoramento dos processos de trabalho.
Na Atenção Primária à Saúde, que abrange os atendimentos realizados nas unidades básicas, a Prefeitura informou que não mantém uma fila de espera formal para consultas médicas. O modelo adotado é o de agendas abertas, permitindo que os usuários procurem as unidades e façam o agendamento conforme a disponibilidade de vagas.
Mesmo sem uma fila formalmente contabilizada, o tempo médio de espera para consultas na Atenção Primária é de aproximadamente 60 dias, segundo a Secretaria de Saúde. O prazo pode variar de acordo com a demanda de cada unidade e a disponibilidade de profissionais. Casos considerados prioritários pelas equipes, conforme a condição clínica e a urgência do paciente, recebem atendimento em tempo oportuno, com possibilidade de antecipação do agendamento.
A pasta afirma que a adoção das agendas abertas permite o agendamento contínuo, sem a necessidade de aguardar períodos específicos para a liberação de vagas. A mudança, de acordo com a administração municipal, também contribui para melhorar o aproveitamento das agendas e dar continuidade ao acesso aos serviços.
Apesar de apontar que a ampliação da oferta de consultas favoreceu o atendimento da demanda, a Secretaria informou que não dispõe de indicadores consolidados que permitam quantificar a redução do tempo de espera na Atenção Primária, justamente porque os pacientes não são contabilizados em uma fila formal.
Especialidades têm espera de até quatro meses
Na Atenção Secundária, que compreende as consultas com médicos especialistas, a situação é diferente. A Secretaria de Saúde reconheceu que as filas continuam existindo em razão da demanda constante por atendimentos. Ao final de 2025, o tempo médio de espera para consultas especializadas era de três a quatro meses.
Segundo a pasta, o aumento no número de consultas realizadas em 2025 contribuiu para reduzir tanto a demanda reprimida quanto o tempo de espera dos pacientes.
A contratação de novos profissionais e a ampliação da rede de atendimento foram apontadas pela Secretaria como fatores que ajudaram a superar a meta de consultas estabelecida no PPA. O volume total informado, porém, reúne atendimentos da Atenção Primária e da Atenção Especializada, sem detalhamento do número de consultas realizadas em cada área.
Prefeitura avalia mudanças no agendamento
Para 2026, a Secretaria de Saúde afirma que pretende manter o acompanhamento das demandas das unidades e avaliar a necessidade de adequação das equipes, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento e reduzir o tempo de espera.
No caso das especialidades médicas, a Prefeitura informou que está avaliando o sistema de agendamento para tornar o fluxo de atendimentos mais ágil e possibilitar o aumento do número de consultas. A pasta também realiza levantamentos entre pacientes que estão em acompanhamento contínuo, com o objetivo de identificar aqueles cujos quadros clínicos já estejam estabilizados e que possam retornar ao acompanhamento de referência no próprio território.
A estratégia busca liberar vagas na atenção especializada para novos pacientes, mantendo o acompanhamento dos casos estabilizados na rede de referência territorial.
Apesar das medidas em estudo, a Secretaria informou que não há previsão de mutirões de consultas médicas em 2026. A administração aposta na reorganização dos serviços e no aprimoramento dos fluxos de atendimento para ampliar regularmente a oferta de vagas.
Na Atenção Primária, a Prefeitura também prevê continuar avaliando as necessidades de cada unidade e buscando alternativas para ampliar a resolutividade dos atendimentos. Já na rede especializada, o desafio é acelerar o acesso às consultas e dar vazão à demanda reprimida, diante de uma espera que pode chegar a quatro meses.
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