Golpe do falso PIX causa prejuízo de R$700 a comerciante
Um comerciante de 34 anos teve
prejuízo de R$700 após cair em um golpe aplicado por um criminoso que utilizou
comprovantes falsos de PIX para negociar pneus entre empresas do mesmo ramo. A
fraude, descoberta na quinta-feira, também teve como alvo outro comerciante, de
59 anos, que desconfiou da operação antes de liberar definitivamente a venda e
conseguiu recuperar os quatro pneus avaliados em R$1,3 mil. O caso foi
registrado no plantão policial e será investigado pelo 1º Distrito Policial
(DP).
O comerciante de 59 anos citou
que recebeu contato de um suposto cliente interessado na compra de quatro pneus
novos. Após a negociação, o homem enviou um comprovante de PIX aparentemente
regular e informou que um motorista de aplicativo faria a retirada da
mercadoria. Antes de concluir a venda, porém, a vítima consultou o gerente de
sua instituição bancária e descobriu que o comprovante era falso e que nenhum
valor havia sido creditado em sua conta.
Com as informações fornecidas
pelo comerciante, a Polícia Militar (PM) acionou o Centro de Operações da
Polícia Militar (Copom) e localizou o motorista de aplicativo, de 44 anos, que
explicou ter sido contratado costumeiramente por uma plataforma para transportar
os pneus a uma segunda loja do ramo. Os policiais seguiram até essa empresa,
onde localizaram a mercadoria e a devolveram ao proprietário.
O proprietário da empresa que
recebeu os pneus contou que havia sido procurado por um homem que ofereceu os
produtos por R$700, preço abaixo do praticado pelo mercado. Segundo o boletim,
ele aguardava a entrega para concluir a negociação, mas acabou realizando uma transferência
ao autor da fraude, sofrendo o prejuízo. Os quatro pneus, no entanto, foram
recuperados e devolvidos ao primeiro comerciante.
Em depoimento dado à autoridade,
um policial militar informou que somente na quinta-feira foram registrados
outros quatro casos semelhantes em Limeira. Conforme o registro, o criminoso
utilizava um número de telefone com DDD 31 para negociar pneus, enviava
comprovantes falsos de PIX e usava motoristas de aplicativo para retirar e
transportar as mercadorias. Em ao menos uma das ocorrências, foi identificado o
mesmo comprovante de pagamento, indicando que os golpes podem ter sido
praticados pelo mesmo autor ou grupo criminoso. O caso segue para investigação.
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