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Réveillon seguro e cuidados essenciais para os pets

Com a chegada do réveillon, a preocupação com o bem-estar dos pets se intensifica, especialmente em relação à alimentação e aos efeitos dos fogos de artifício. Para orientar os tutores, a Gazeta de Limeira entrevistou a médica veterinária Bruna Calikoski, graduada pelo Centro Universitário de Itajubá (FEPI), que explicou os principais cuidados para evitar acidentes e estresse nos animais durante as festas de fim de ano. Segundo a especialista, pequenas mudanças na rotina e atenção redobrada podem garantir que os bichinhos aproveitem a virada com segurança, protegidos de ingestões indevidas e do barulho intenso típico das celebrações.

Quais alimentos típicos das festas de fim de ano oferecem maior risco para cães e gatos?

Os principais vilões são chocolate, uvas e uvas-passas, panetone, doces em geral, alimentos gordurosos (como carnes muito temperadas, pele de frango, maionese e frituras), ossos cozidos, cebola, alho e bebidas alcoólicas. Esses alimentos fazem parte da ceia humana, mas podem causar intoxicações graves nos pets, mesmo em pequenas quantidades.

 

Pequenas “beliscadas” da ceia podem causar problemas de saúde nos pets?

Sim. Mesmo pequenas quantidades podem ser perigosas. O organismo de cães e gatos é diferente do nosso, e alguns alimentos que parecem inofensivos podem provocar vômitos, diarreia, dor abdominal, pancreatite e até falência de órgãos.

Quais são os sinais de intoxicação alimentar em animais de estimação?

Os sinais mais comuns incluem: Vômitos, diarreia, salivação excessiva, falta de apetite, dor abdominal, tremores ou fraqueza, agitação ou apatia. Em casos mais graves, podem ocorrer convulsões, alterações neurológicas e até óbito.

 

Ossos, doces e alimentos gordurosos são perigosos? Por quê?

Sim, todos oferecem riscos importantes. Ossos cozidos podem quebrar e causar engasgos, perfurações no intestino ou obstruções. Doces, principalmente os que contêm chocolate ou adoçantes, podem ser tóxicos. Alimentos gordurosos sobrecarregam o pâncreas e podem causar pancreatite, uma condição grave e dolorosa.

 

O que fazer se o animal ingerir um alimento proibido?

O ideal é não esperar os sintomas aparecerem. Entre em contato imediatamente com um médico veterinário ou leve o pet a um atendimento de urgência. Nunca tente provocar vômito ou medicar o animal por conta própria.

Quais medidas simples os tutores podem adotar para proteger os pets nesse período?

Não oferecer restos de comida. Manter alimentos fora do alcance dos animais. Orientar visitas e crianças a não alimentar os pets. Oferecer petiscos próprios para cães e gatos. Manter a rotina alimentar normal do animal.

 

Manter o animal preso ou isolado durante as comemorações ajuda ou piora a situação?

Depende da forma como é feito. Um ambiente tranquilo, seguro e confortável pode ajudar a reduzir o estresse, especialmente com barulho e excesso de pessoas. É importante que o animal tenha água, comida, ventilação e conforto, sem se sentir punido ou abandonado.

Há riscos de fugas ou acidentes relacionados aos fogos? Como preveni-los?

Sim. O barulho dos fogos pode causar medo intenso, levando a fugas, quedas e acidentes. Para prevenir: Manter portas e portões bem fechados, identificar o pet com plaquinha, criar um ambiente fechado e silencioso e oferecer abrigo onde o animal se sinta seguro.

Se o animal for muito medroso, consulte um veterinário de confiança para avaliar a necessidade de medicação para tranquilizar o pet nesse período. Em casos extremos, o medo intenso pode causar convulsões ou até levar à morte, por isso a prevenção é fundamental.


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